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Atualizado em quarta-feira, 2 de maio de 2018 - 19h24

Exigidos os detalhes sobre vendas de ações do Banrisul

Leilões geraram discussão entre parlamentares gaúchos
 / Divulgação/Palácio Piratini Divulgação/Palácio Piratini

Os resultados alcançados no mercado financeiro sobre a venda de ações do Banrisul tem gerado questionamento entre parlamentares da oposição. Entretanto, o Governo destaca que as operações fortalecem o financeiro do banco. Diante disso, o Ministério Público de Contas do Rio Grande do Sul busca detalhes sobre os leilões que ocorreram nos dias 10 e 27 de abril.

 

Na última segunda-feira (30), um ofício foi encaminhado ao Banrisul, solicitando informações a respeito das transações que ocorreram até agora. No mesmo dia, um pedido da deputada estadual do PDT, Juliana Brizola, foi encaminhado ao MPC e também ao Tribunal de Contas para que aconteça a instauração de uma auditoria extraordinária para apurar os procedimentos adotados e eventuais ilegalidades na venda das ações.

 

Além disso, no mesmo documento encaminhado aos órgãos, a deputada pede, em caráter liminar, que seja determinada a suspensão da transferência das ações do Banrisul até a auditagem final por parte do Tribunal.

 

“A gente pede transparência, por exemplo, quando teve a venda foi algo muito rápido, com a questão da falta de publicidade e por que foi assim? Quer dizer que a gente já identifica que as coisas estão erradas e a gente quer apenas clarear essa situação e saber, por exemplo, ali foi dado o valor de 18 reais e então queremos saber como se chegou nesse número. A gente quer saber da falta de publicidade, será que todas as pessoas que comprariam ficaram sabendo?”, declara a deputada.

 

Entretanto, do outro lado, o líder do governo na Assembleia Legislativa, Gabriel Souza, afirma que as operações ocorreram de forma rápida para evitar especulação do valor das ações.

 

“Conheço o mercado e quem não tem interesse financeiro direto nessas operações sabem que são vendas normais, cotidianas do mercado e que estão dentro das regras da Comissão de Valores Mobiliários do Brasil e que tem extrema tranquilidade porque na primeira vez na história do banco está sendo composto em 100% de seus cargos com diretores de carreira, diretores concursados ou do banco ou do Banco Central”, afirma Gabriel Souza.

 

Na semana passada, o Piratini, responsável pelo controle do Banrisul, vendeu 2,9 milhões de papéis ordinários, dando direito a voto em assembleias. A negociação gerou R$ 52,5 milhões no total, com o preço mínimo de R$17,65 por unidade.

 

A ação não havia sido divulgada previamente. A Assessoria de Imprensa do Banrisul afirma que o banco não comenta sobre o assunto.