Rádio Bandeirantes
Rádio BandNews FM 99.3
Band TV
Terraviva
Tamanho de fonte
Atualizado em quarta-feira, 2 de maio de 2018 - 20h01

Servidores do HPS reclamam de déficit de funcionários

Prefeitura alega que o problema é antigo e que está fazendo contratos emergenciais de acordo com estudos técnicos
HPS / Reprodução HPS Reprodução

Um imbróglio que começou em 2011 e que se arrasta até hoje está repercutindo no quadro de servidores no Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre. À época a redução de 40 para 20% de insalubridade fez com que trabalhadores prestes a se aposentarem esperassem as negociações para que o índice antigo voltasse.

 

No ano passado, uma portaria da Prefeitura efetivou a aposentadoria de servidores que aguardavam em licença. No entanto, a vice-presidente da Associação dos Servidores do Hospital de Pronto Socorro, Isabel Santana, destaca que a reposição não aconteceu de forma integral, o que tem provocado déficit de mão de obra e, consequentemente, prejudicado os serviços.

 

“Tanto na área médica como na área da enfermagem e na área técnica existe defasagem e por isso mesmo muitos leitos estão fechados. A enfermaria de traumato continua fechada, por exemplo. As pessoas estão abaixo de hora-extra. Não se consegue dar um atendimento de excelência, as emergências estão sobrecarregadas porque paciente que interna não tem leito”, conta Isabel Santana.

 

A Prefeitura alega que entre o ano passado e este, 50 servidores foram direcionados para o HPS e contratos emergenciais estão sendo feitos. De acordo com o secretário adjunto de saúde de Porto Alegre, Pablo Sturmer, o quadro está sendo reposto conforme as possibilidades.

 

“Certamente não se faria reposição de uma carência de cinco anos em um ano só ainda mais com as dificuldades financeiras que a Prefeitura enfrenta. Não tem como pensar em uma reposição abrupta de algo que já vem há muito tempo em decrescência. Mantem a enfermaria funcionando, tem uma parte que foi realocada para que se faça a reforma e o que está sendo feito como contrato é traumatologista”, afirma Sturmer.

 

Na semana passada, o Tribunal de Contas do Estado emitiu medida cautelar suspendendo o processo do Pregão Eletrônico da Prefeitura que visava à contratação de empresa para realização de reforma, ampliação e construção da Unidade de Internação Traumatológica do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre. O custo era estimado em R$ 160,225 mil.

 

A decisão, emitida pelo conselheiro Pedro Figueiredo, afirma que o pregão eletrônico seria impossibilitado pela complexidade da execução dos projetos de arquitetura e engenharia, não se enquadrando na definição de serviços comuns, viabilizados por meio de pregão.