Rádio Bandeirantes
Rádio BandNews FM 99.3
Band TV
Terraviva
Tamanho de fonte
Atualizado em terça-feira, 12 de junho de 2018 - 11h35

Parques de Porto Alegre custam R$ 5,6 milhões ao ano

Prefeitura tenta diminuir custos de manutenção e pessoal com projetos de adoção e concessão dos espaços públicos
Parque Farroupilha é um dos locais monitorados por câmeras / Ricardo Stricher/Arquivo PMPA Parque Farroupilha é um dos locais monitorados por câmeras Ricardo Stricher/Arquivo PMPA

Uma das marcas da administração do prefeito Nelson Marchezan Júnior é a busca por PPPs (parcerias público-privadas). Essa aproximação com a classe empresarial está sendo feita para encontrar alternativas para diminuir gastos com os parques da capital, que em 2017 custaram R$ 5,6 milhões aos cofres públicos. No mesmo período, entraram R$ 540 mil de receitas, principalmente com eventos.

 

Para a Redenção, que mais demanda verba para manutenção e de pessoal, o projeto é fazer um complexo comercial no entorno do lago. Um dos empreendimentos permitiria a reativação do Café do Lago, fechado há quase quatro anos.

 

Mas a concessão do Parque da Harmonia pode ocorrer antes. Na sexta-feira, a prefeitura assinou um acordo com um instituto que fomenta parcerias para melhoria de parques. A primeira etapa do processo é a elaboração de um Procedimento de Interesse Público para estruturar a concessão.

 

Mas a principal aposta da gestão municipal para os parques é o programa de adoção, quando uma empresa ou pessoa física assume os gastos de manutenção de uma área. Apenas o Parcão tem um contrato de adoção em vigência, com o qual o município deixa de gastar aproximadamente R$ 500 mil por ano, segundo o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Maurício Fernandes.

 

No bairro Humaitá, há a expectativa de adoção do  parque Mascarenhas de Moraes por uma construtura que tem empreendimentos na região. Outro local da cidade onde pode haver uma parceira privada em breve é a nova orla do Guaíba. A área ganhou status de parque com a revitalização e tem um edital aberto até 21 de junho para a adoção da estrutura.

 

parques_2

 

Fernandes aposta em adoções e concessões por questão de eficiência. “O serviço dos parque é de lazer. Mas esta gestão busca a eficiência parar melhorar os serviços. A questão é a melhor qualidade para a população. Tem que ser bonito, seguro e cumprir com o seu dever”, declara.

 

Mas as PPPs não são unanimidade. Roberto Jakubaszko, integrante do Conselho de Usuários da Redenção, critica as medidas. “PPPs têm apenas o capital como bandeira, quer gerar lucro e só. Esta gestão está querendo dar tudo que é público por meia dúzia de trocados”, protesta.