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Atualizado em quarta-feira, 11 de julho de 2018 - 20h52

Polícia contem manifestantes na Câmara com gás lacrimogênio

Ação se deu após depredação do patrimônio público e risco à segurança dos presentes nas sessões
Tumulto na Câmara de Vereadores  / Eduardo Uhlmann Tumulto na Câmara de Vereadores Eduardo Uhlmann

As sessões que tratavam de parte do pacote do governo Marchezan foram marcadas por tumulto e confronto na Câmara de Vereadores de Porto Alegre. A polícia utilizou gás lacrimogênio e spray de pimenta para conter manifestantes. Com isso, os trabalhos da casa legislativa foram adiados, assim como a votação dos projetos que estavam previstos.

 

Dois dos temas que seriam discutidos e votados eram relacionados aos servidores municipais. Um deles, referente à previdência, garantindo a aposentadoria dos servidores somente até o limite do teto do INSS. O outro, tratava de carga de trabalho e gratificações dos funcionários.

 

Os parlamentares não conseguiram votar as matérias devido aos ânimos exaltados de municipários presentes na sessão, no prédio e nos entornos da Câmara. Em certo momento, houve depredação do patrimônio público e tentativa de invasão do Plenário. Diante disso, a Brigada Militar e o Batalhão de Operações Especiais agiram, como explica o presidente da Casa, Valter Nagelstein.

 

“E nós estávamos na iminência aqui de ter o Plenário também invadido em meio a sessão onde os vereadores estão exercendo aquilo que é a prorrogativa primeira do processo, que é a liberdade de voto. Nós já tínhamos uma situação complicada aqui dentro do Plenário, na medida em que os vereadores que eram favoráveis por determinada posição podiam falar e os contrários não conseguiam falar. Eu buscava com muita serenidade e muita tranquilidade encaminhar a votação até o momento que infelizmente começou o quebra quebra aqui na Câmara de Vereadores e isso é absolutamente inaceitável”, explica.

 

Tumulto na Câmara de Vereadores
Eduardo Uhlmann / Band RS
 
 

O comandante do 9º Batalhão da Brigada Militar, Rodrigo Mohr, afirma que a ação foi dentro dos padrões da corporação e que uma pessoa foi detida.

 

‘Nós tivemos um policial ferido, ele já está sendo conduzido para o HPS e uma pessoa presa por desacato. No resto a ação foi tranquila dentro do uso da força programada, não havendo até o momento ninguém ferido, além do policial”, afirma Rodrigo Mohr.

 

Para o diretor do Sindicato dos Municipais de Porto Alegre, Adelto Rohr, a ação da Brigada Militar foi desproporcional. Adelto afirma que os acontecimentos foram motivados pela negativa de entrada da população no plenário – além do permitido pelo PPCI do prédio.

 

“Impediram que os trabalhadores acompanhassem a sessão plenária. Foi negado o acesso dos servidores que ficaram do lado de fora da Câmara de Vereadores”, conta Adelto Rohr.

 

Pelo menos 10 pessoas buscaram atendimento médico no posto de saúde da Câmara após a ação. Devido ao incidente, a próxima sessão ocorrerá de portas fechadas.