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Atualizado em quinta-feira, 12 de julho de 2018 - 12h59

Polícia Civil investiga casos de racismo na Unisc

A Universidade fica aberta 24 horas / Junior Garcez A Universidade fica aberta 24 horas Junior Garcez

A Polícia Civil investiga os casos de racismo na Universidade de Santa Cruz do Sul, a Unisc. No início desta semana, os banheiros da universidade foram pichados com manifestações racistas e apologia à violência contra pessoas negras. A reitoria tomou conhecimento do caso através das redes sociais.

 

Tanto a Polícia quanto a Unisc buscam a identificação dos autores das mensagens. Um delegado da Polícia Federal também chegou a ir à Universidade, mas, por ser a Unisc uma instituição privada, a PF não tem ingerência. O fato de as pichações terem acontecido no banheiro, onde não há câmeras, dificulta a investigação.

 

A Universidade fica aberta 24 horas, o que também aumenta a dificuldade de identificação. Conforme o coordenador de Comunicação da Universidade de Santa Cruz, Everson Bello, casos de racismo são reincidentes na instituição, o que levou a Universidade a procurar a Polícia: “Nós estamos verificando formas, pela reincidência do fato, de estar colocando autoridade policial envolvida. Tendo em vista do fato ser crime, racismo é crime e dentro das nossas esferas esgotamos todas nossas possibilidades”.

 

O Ministério Público Estadual também compareceu à Universidade. As pichações já foram removidas e a segurança próxima aos banheiros foi reforçada. Em âmbito criminal, a Polícia Civil busca os culpados. Já no administrativo, a Universidade também deve puni-los, além de intensificar projetos de pesquisa e extensão para prevenir novos casos.

 

“Quanto instituição nós desenvolvemos também trabalho de conscientização desde o ano de 1994. Nós vamos reforçar nossas atividades de pesquisa e extensão dentro dos nossos projetos. Com o fato ocorrido nós vamos reforçar também aquilo que nós já fazíamos dentro das disciplinas curriculares, se as pessoas que fizeram isso tiverem algum vínculo a nossa instituição imediatamente nós vamos tomar as providências”.

 

Até o fechamento desta reportagem, a Polícia Civil não se manifestou sobre o caso. Pelo Código Penal Brasileiro, o racismo é um crime inafiançável e imprescritível – ou seja, passível de punição a qualquer tempo.