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Atualizado em quinta-feira, 16 de março de 2017 - 10h07

Hospital Regional faz alerta sobre Glaucoma

Em comemoração à Semana Mundial do Glaucoma, que acontece de 12 a 18 de março, o Hospital Regional do Vale do Paraíba, do Governo do Estado de São Paulo, divulgou levantamento do ano de 2016, em que mostra que 3.328 pacientes estão em acompanhamento pelo Ambulatório da Instituição. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Glaucoma constitui na 2ª maior causa de cegueira do mundo, ficando atrás somente da Catarata que, ao contrário do Glaucoma, é reversível com tratamento.

 

 

O Glaucoma é uma doença crônica e não tem cura, mas o diagnóstico precoce e o tratamento contínuo evitam que a cegueira aconteça. Estima-se que 900 mil brasileiros tenham a doença, e muitos deles não sabem. Cerca de 700 mil são assintomáticos, ou seja, não sentem os sintomas da doença.

 

 

A Oftalmologista do HR, Dra. Wilma Lelis Barboza, explica a importância de se procurar um profissional para o diagnóstico precoce: " É durante uma consulta de rotina, para ver os óculos, que medindo a pressão e avaliando o fundo do olho, o oftalmologista poderá descobrir o glaucoma, antes que leve a perda da visão. Se descoberta a doença na fase inicial, o paciente terá uma vida normal, sem limitações, desde que siga o tratamento rigorosamente".

 

 

O diagnóstico é feito através de exame oftalmológico e, assim que diagnosticado, deve-se começar o tratamento que, em sua minoria, é cirúrgico. No Hospital Regional, no ano de 2016, foram realizadas cerca de 90 cirurgias, contudo, grande parte do acompanhamento é ambulatorial, como revelam os números, incluindo tratamento clínico e dispensação de colírios específicos, que também são fornecidos pelo HR, referência no tratamento para a Região Metropolitana do Vale do Paraíba.

 Grupos de risco:

Pessoas de pele negra apresentam maior prevalência e incidência de glaucoma. A incidência de glaucoma aumenta também em indivíduos com 40 anos ou mais. Antecedentes familiares da doença, miopia elevada e hipertensão ocular também são fatores de risco da doença.