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Atualizado em segunda-feira, 10 de abril de 2017 - 14h06

Equipe econômica eleva tom ao sair em defesa da reforma da Previdência

Henrique Meirelles e Dyogo Olivera defenderam que mudanças não "cortarão" direitos e irão contribuir para recuperação da economia
Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, participaram de evento nesta segunda / Ueslei Marcelino/Reuters Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, participaram de evento nesta segunda Ueslei Marcelino/Reuters

A equipe econômica assumiu um tom mais alarmista para defender a necessidade de o Congresso Nacional aprovar a reforma da Previdência agora, dias após o presidente Michel Temer ter cedido aos apelos políticos e aberto mão de importantes pontos da proposta original e que vão reduzir a economia de despesas em mais de 100 bilhões de reais em uma década.

Os ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Dyogo Oliveira (Planejamento), que participaram de um mesmo evento nesta segunda-feira (10), defenderam que, entre outros, se a reforma não for aprovada neste ano, direitos dos aposentados serão cortados num futuro próximo e a economia não se recuperará bem neste ano.

"Temos a oportunidade de fazer a reforma da Previdência sem cortar direitos", afirmou Oliveira, acrescentando que, se ela for adiada por mais 2 ou 3 anos, essa "janela se fecha". E Meirelles não foi diferente: "a solução lá na frente será muito pior", afirmou ele, ao se referir à necessidade de se aprovar a reforma agora.

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Diante da constatação de que não teria condições de aprovar a reforma da Previdência como está, na semana passada o governo admitiu alterar a proposta em pelo menos cinco pontos mais sensíveis, que podem reduzir economia com ela em 115 bilhões de reais ao longo de 10 anos. Também na semana passada, o governo piorou expressivamente a meta de déficit primário para o governo central em 2018, a 129 bilhões de reais.

Meirelles disse ainda que a aprovação mais rápida da reforma da Previdência é fundamental para recuperação da economia em 2017 e que, quando ela sair do papel, em 10 anos um terço das despesas totais para outras despesas poderão existir.

Já Oliveira destacou que, sem a reforma, os juros estruturais do país serão mais altos e que o governo está propondo uma reforma gradual, que não reduz benefício e não aumenta a carga tributária para os aposentados. "Se não fizermos reforma, em 10 anos a Previdência vai responder por 80 por cento das despesas do governo", acrescentando que, com isso, "o governo estaria inviabilizado".

Segundo ele, a proposta é de que o trabalhador rural contribua para Previdência com o equivalente a 5% sobre o salário mínimo.

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Estados

Meirelles disse ainda que o governo está discutindo soluções com os governadores sobre a questão fiscal dos Estados e que assegurem a autonomia federativa e viabilizem a reforma previdenciária dos entes.

O ministro da Fazenda, no entanto, disse ainda que o governo não vai sacrificar o ajuste fiscal em andamento para ajudar os Estados que estão endividados.

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