Tamanho de fonte
Atualizado em segunda-feira, 17 de abril de 2017 - 14h22

Meirelles: reforma da Previdência é necessidade financeira e fiscal

Ministro confirmou que nesta terça-feira será divulgado novo texto
Meirelles garante que texto da reforma será amplamente discutido / Ueslei Marcelino/Reuters Meirelles garante que texto da reforma será amplamente discutido Ueslei Marcelino/Reuters

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira (17) que existe um compromisso das lideranças no Congresso para aprovar a Reforma da Previdência o mais rápido possível por ser uma necessidade financeira e fiscal. O texto final que será apresentado amanhã, na Comissão Especial da Câmara, ainda está sendo finalizado pelo relator deputado Arthur Maia (PPS), em conjunto com o governo.

Meirelles disse que as mudanças feitas pelo relator estão dentro da margem de negociação prevista pelo governo e que as lideranças da base aliada estão comprometidas com a aprovação da reforma. “Quero dizer que as lideranças todas estão comprometidas à aprovar o mais rápido possível”, disse, após participar de seminário sobre a Previdência, promovido pelo jornal Valor Econômico.

O ministro assegurou que nesta terça-feira o texto ficará pronto, e que só falta fechar no texto questões de metodologia e detalhes como o do modelo do regime de transição para as aposentadorias e questões referentes ao acúmulo de aposentadoria e pensão por morte. Acrescentou que alguns parlamentares defendem que o recesso do meio do ano seja adiado para aprovar as reformas.

"Informações inverídicas"

Na avaliação de Meirelles, a Reforma da Previdência está caminhando de forma "vigorosa" e sendo amplamente discutida. “A reforma não é uma questão de preferência ou de opinião, é uma questão de necessidade matemática, financeira, fiscal. Se o país não fizer uma reforma no devido tempo, em primeiro lugar as taxas de juros brasileiras, ao invés de cair, vão voltar a subir fortemente, vão faltar recursos para o financiamento do consumo, do investimento, o desemprego voltará a crescer e, ao mesmo tempo, teremos a inflação de volta”, declarou.

Durante a apresentação no seminário ao presidente Michel Temer (PMDB), o ministro Meirelles disse que circulam informações inverídicas sobre a reforma, como a de que, caso fosse feita a cobrança dos grandes devedores, seria possível pagar o déficit da Previdência. Segundo ele, mais de 50% da chamada dívida ativa com a previdência pública é de companhias falidas e as demais dívidas são cobradas seguindo os ritos judiciais.


Leia mais:
Previdência: Temer não quer alteração nas datas