Tamanho de fonte
Atualizado em quinta-feira, 3 de maio de 2012 - 18h40

Governo vai atrelar poupança à taxa Selic

O critério atual de remuneração da poupança vai ser substituído pela variação da TR mais 70% da taxa básica de juros
Dilma Rousseff entre o vice-presidente Michel Temer e o ministro da Fazenda, Guido Mantega / Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr Dilma Rousseff entre o vice-presidente Michel Temer e o ministro da Fazenda, Guido Mantega Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

 

O governo vai atrelar a remuneração da poupança à taxa básica de juros, a Selic. A mudança será editada por medida provisória, que deve entrar em vigor nesta sexta-feira. A informação é de líderes sindicais que participaram de reunião em que a presidente Dilma Rousseff apresentou a proposta às centrais sindicais.

 

Segundo o presidente da Força Sindical, deputado Paulinho da Força (PDT-SP), o critério atual de remuneração da poupança – de 6,17% ao ano mais variação da TR (Taxa Referencial) – vai ser substituído pela variação da TR mais 70% da Selic, quando a taxa básica de juros chegar a 8,5% ao ano ou menos. Atualmente, a Selic está fixada em 9% ao ano.

 

A alteração valerá apenas para novos depósitos, segundo Paulinho, e não afetará as 100 milhões de contas na caderneta de poupança existentes. “Nossa preocupação é que os atuais poupadores não fossem prejudicados. Como a mudança garante direitos dos poupadores atuais, nós [da Força Sindical] apoiamos a alteração”, disse. O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Artur Henrique, também confirmou a mudança, mas disse que a entidade ainda vai avaliar a proposta.

 

A mudança na remuneração da poupança vai permitir que o governo continue a baixar os juros sem que os grandes investidores se sintam estimulados a migrar para a poupança e deixem de comprar títulos públicos. O anúncio oficial da medida deve ser feito ainda hoje pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.