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Atualizado em quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017 - 17h18

Planejamento é fundamental para encarar o Enem

Exame testa habilidades e competências adquiridas durante ensino médio
Se o estudante já souber qual faculdade quer cursar, deve comparar sua nota com a dos últimos colocados para ter uma real noção do desafio / Tim Gouw/Unsplash Se o estudante já souber qual faculdade quer cursar, deve comparar sua nota com a dos últimos colocados para ter uma real noção do desafio Tim Gouw/Unsplash

O edital do Enem 2017 ainda não saiu, mas engana-se quem acha que ainda é cedo para começar a pensar no assunto, afinal o exame avalia habilidades e competências adquiridas ao longo de todo ensino médio. E é exatamente a imensidão de assuntos que costuma paralisar o aluno na hora de começar a estudar.

“O que o estudante precisa fazer é manter a calma e fazer uma autoavaliação, para então estabelecer as estratégias”, diz Alexandre Antonello, coordenador pedagógico do Cursinho CPV.

Para quem foi treineiro em 2016, essa tarefa é fácil. O aluno precisa pegar as cinco notas no boletim e comparar com as notas mínima, média e máxima divulgadas pelo Inep. Se estiver próximo à nota máxima, o esquema de estudos está correto e pode ser continuado. Se, no entanto, estiver próximo à mínima, ele precisa de ajuda.

“No caso do Enem, estar próximo à média não é, necessariamente, bom”, alerta Antonello. Para ter uma ideia mais clara, o estudante que já sabe qual curso e faculdade quer entrar deve comparar suas notas com os últimos colocados. Além disso, deve usar suas notas conforme o edital da universidade, com os pesos indicados para cada prova.

“Essa comparação vai dar uma noção real de onde ele tem espaço para conquistar pontos importantes”, explica Antonello.

Termômetro x tomografia

Para os alunos que não foram treineiros, vai um alerta importante: as notas na escola não são parâmetro para o desempenho na prova. “A gente pode dizer que a prova da escola é um termômetro e o Enem é uma tomografia computadorizada: uma avalia um ponto específico, enquanto o outro analisa um universo muito mais amplo”, compara Antonello.

A sugestão, nesse caso, é fazer o quanto antes,um simulado nos moldes do Exame Nacional do Ensino Médio. “O aluno que for mal não precisa ter vergonha, pois ter a noção exata da realidade é o que vai permitir montar um roteiro de estudos mais eficiente”, aconselha Antonello.

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