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Atualizado em quinta-feira, 27 de abril de 2017 - 18h22

Greve Geral: pais não deveriam pagar dia sem aula em escolas particulares, diz presidente de sindicato

Grupo de alunos publicou carta aberta se posicionando contra paralisação
Algumas escolas privadas também anunciaram que estarão fechadas nesta sexta-feira por decisão das professoras e professores em aderir à paralisação / Reprodução/Pixabay Algumas escolas privadas também anunciaram que estarão fechadas nesta sexta-feira por decisão das professoras e professores em aderir à paralisação Reprodução/Pixabay

“Os pais dos alunos das escolas particulares não deveriam pagar esse dia de aula perdida, pois é uma greve política.” A afirmação é do presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo, Benjamin Ribeiro da Silva.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, ele disse acreditar que poucos colégios privados devem aderir a greve geral prevista para esta sexta-feira.

Benjamin defendeu ainda que a responsabilidade pelo transporte do professor até a escola cabe à rede de ensino.

Alunos se opõem em carta

Um grupo de 13 alunos do Colégio Santa Cruz, em São Paulo, publicou uma carta aberta para rebater um manifesto divulgado pelos professores da escola em adesão à greve geral em protesto contra as propostas de reformas trabalhista e previdenciária do governo.

A carta, redigida por dois alunos do terceiro ano do ensino médio e assinada por outros 11 colegas, circula nas redes sociais e em grupos de mensagens.

O manifesto do corpo docente da escola foi divulgado nas redes sociais na segunda-feira. O colégio divulgou uma nota informando que os professores decidiram em assembleia aderir à paralisação.

"Apesar de não apoiarmos a decisão, resguardamos o direito constitucional à greve. Programaremos a reposição das atividades previstas para esse dia, em que as aulas serão suspensas."

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Na carta aberta, endereçada aos professores, os alunos dizem que reconhecem "o direito à greve e à livre manifestação de ideias", mas que acreditam "que o posicionamento contra a reforma da Previdência seja profundamente equivocado".

Para eles, a decisão "passa ao largo das questões centrais envolvidas, apelando para noções generalistas de 'justiça social'. Pauta-se em um maniqueísmo exacerbado e parte, desde a primeira linha, do pressuposto de que as reformas são ruins para o País e, especialmente, para os mais pobres. Essa forma de pensar apenas simplifica e empobrece o debate", diz a carta.

Para os alunos, "ir contra a reforma da Previdência é também defender que um funcionário público continue recebendo em média três vezes mais que um trabalhador regular", e que "a média de aposentadoria no Judiciário, de R$ 25,7 mil, não seja alterada."

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