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Atualizado em terça-feira, 9 de maio de 2017 - 18h03

Enem: dicas importantes para se dar bem na redação

Espera-se que o aluno produza uma dissertação em prosa em até uma hora
Para conseguir um boa redação é preciso treino / Divulgação/MEC Para conseguir um boa redação é preciso treino Divulgação/MEC

A redação do Enem de 2017 acontecerá no dia 5 de novembro e será aplicada junto com as provas de Linguagens e Códigos e Ciências Humanas. Portanto o aluno terá, no máximo, 5 horas e 30 minutos para concluir o exame, uma hora a mais que o teste do dia 12.

É esperado que o aluno consiga ler os textos motivacionais, pensar a respeito e produzir uma dissertação argumentativa em prosa sobre o tema proposto em até 60 minutos. “Para chegar lá é preciso treino, não há outra alternativa”, diz Maria Teresa Nastri de Carvalho, professora no colégio CPV que também já foi corretora em processos seletivos da PUC, da Vunesp e do próprio Enem.

Para tirar de letra

O treino inclui o hábito de fazer uma redação por semana, mas isso já é padrão em escolas e cursinhos. Outra atividade que o aluno pode acrescentar à rotina é a leitura. “O que eu percebo é que os alunos não têm fôlego para ler textos longos ou sobre assuntos que estão fora da bolha em que vivem”, diz Maria Teresa. A indicação é de incluir no cardápio matérias longas, de assuntos e fontes variadas.

Também é possível estimular outras áreas para ampliar repertório, como: exposições, peças de teatro, documentários, filmes fora do mainstream, tudo vai formando uma teia de ideias e informações que podem servir na hora de compor um texto. “São maneiras de entrar em contato com realidades muito diferentes daquela em que o aluno está inserido e isso ajuda, inclusive, a criar empatia”, diz Maria Teresa.

Preste atenção

É importante fazer conexões entre temas e assuntos das outras disciplinas de Humanas. “O aluno não se dá conta, mas às vezes os próprios enunciados das provas de Ciências Humanas e de Códigos e Linguagens podem fornecer elementos para a argumentação na redação”, pontua Maria Teresa. Esse olhar pode ser educado ao longo do ano, nas redações semanais, sempre buscando amarrações nas aulas de Filosofia, Sociologia, História, Geografia e Atualidades.

Por fim, o aluno tem que ficar atento à proposta de intervenção ao tema. Deixar de fazê-la não zera a redação, mas tira pontos importantes. O mesmo acontece se o estudante sugere algo que já existe, por exemplo: penas mais duras para determinado crime. Porém se a proposta apresentar uma ação viável, nomeando um ou mais agentes de mudança, isso pode aumentar a pontuação.

“Sempre lembrando dos direitos humanos: defender a justiça com as próprias mãos fere os direitos humanos, por outro lado, apesar de extremo, propor a pena de morte por meio de mudança nas leis, é uma proposta que o exame acaba por aceitar”, pontua Maria Teresa.

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