Leitura de noticiosos faz parte dos estudos

Alunos que estão se preparando para o Enem e outros vestibulares precisam colocar a atualização na rotina

Seja no Enem, seja nos grandes vestibulares, assuntos da atualidade deixaram de fazer parte apenas do tema da redação e migraram para os enunciados das mais diversas disciplinas.

As mais diversas mesmo, vide questão interdisciplinar de Biologia e Química do Enem 2016, que mostrava um projeto americano para a produção de energia em parques públicos por biodigestores a partir das fezes de cachorro. Quando o assunto é atual e a questão cai em História, Geografia, Filosofia ou Sociologia, o nível de profundidade exigido é alto. Na segunda fase da Fuvest 2017, uma questão sobre a barragem de Mariana pedia análises econômica, ambiental e social da tragédia.

Por isso o estudo de Atualidades já faz parte da grade de disciplinas de colégios e cursinhos há alguns anos. Porém, as aulas não isentam os alunos de estudarem em casa, ou seja, eles precisam ler. Para o professor de História e Atualidades do Cursinho CPV, Alex Alves, o ideal seria uma leitura diária. “Mas sabemos que o universo de conhecimento que os estudantes precisam revisar no ano pré-vestibular é muito amplo, então essa atualização pode ser reduzida para, ao menos, uma vez por semana”.

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No geral, as editorias de Esportes e Entretenimento costumam ser as mais palatáveis aos estudantes, mas não precisam de muita atenção. O aluno precisa ler notícias de Mundo, Política e Economia, além de olhar sempre a área de Cidades, todas presentes nos grandes sites. “Isso é importante, senão corre o risco de ele saber tudo sobre a crise dos refugiados na Europa, mas não saber quais os reflexos da redução de velocidade em São Paulo”, pontua Alves.

Também é importante aumentar o repertório com visões distintas. Isso significa que, ao optar por uma revista, o aluno deveria ler, também, uma publicação de corrente ideológica oposta.

E sai ganhando o aluno que não ficar restrito à leitura. Para isso, Alves indica a audição de podcast e o consumo de documentários. “A vantagem do podcast é que dá para baixar o arquivo e ouvir no caminho”, diz. Nesse sentido, a indicação de Alves fica para o Xadrez Verbal, do historiador Filipe Figueiredo.

Sobre documentários, o ideal é buscar sempre um título com tema semelhante ao assunto quente da semana. “Com a eleição na Holanda e a possibilidade da ascensão da extrema-direita no continente faz sentido complementar o conhecimento com obras sobre xenofobia”, indica. Para isso, sites como o do próprio cursinho CPV costumam recomendar listas de títulos.

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