Maia: Huck disse que não é candidato e acreditamos na palavra dele

Presidente da Câmara também informou que, se apresentador mudar de ideia, será candidato pelo PPS e não pelo DEM; político disse ainda que trabalha com o prazo de fevereiro para aprovação da Reforma da Previdência

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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acredita que o cenário político para as eleições ainda está "muito aberto" e as decisões das candidaturas ficarão para junho e julho. O político foi entrevistado pelo programa Café com Jornal, da Band, desta sexta-feira (9).

Sobre uma possível participação do apresentador Luciano Huck, Maia admitiu que o DEM teve uma conversa com ele no passado, mas que "essa hipótese não existe mais". 

"Huck escreveu, formalmente, um artigo no jornal Folha de São Paulo dizendo que não seria candidato. Acreditamos nas palavra das pessoas. Se ele escreveu mais de uma vez que não é candidato, inclusive na Justiça Eleitoral, não trabalho com esse assunto como uma opção. Se ele por acaso mudar de opinião - e ele tem todo o direito de escrever uma coisa num dia e outra no outro -, aí vai ser outro debate", falou.

O presidente da Câmara também informou que, se Huck sair como candidato à República, "será com o PPS".

"O DEM terá um projeto próprio, não só de presidentes como de governador também", disse.

Maia quer votar Reforma ainda em fevereiro
O presidente da Câmara também disse que pretende aprovar a Reforma da Previdência na data de fevereiro e não só depois das eleições.

"Novembro é uma data que não dependerá mais, na minha opinião, do atual governo na Câmara ou no poder Executivo. Qualquer votação pós eleições precisa ser construída no processo eleitoral pelos candidatos a presidente", falou. 

Maia diz que "é melhor garantir uma economia de R$ 450 bilhões em 10 anos com a aprovação do projeto como está agora (com mudanças) a insistir no texto original, que traria economia de R$ 800 bilhões no mesmo período, mas que dificilmente seria aprovado".

"Processos sobre deputados presos estão andando"
Maia comentou também sobre as três prisões de deputados federais da Câmara - Paulo Maluf (PP-SP), Celso Jacob (PMDB-RJ) e João Rodrigues (PSD-SC).

“Pior do que o constrangimento que está acontecendo (para a Câmara), seria eles (deputados) não serem investigados, não serem condenados quando tiverem culpa. O importante é que a democracia brasileira está funcionando, e mesmo aqueles que têm poder, deputados, ex-presidente da República, estão respondendo à Justiça.

Benefícios a parlamentares
O presidente da Câmara afirmou que "é preciso separar os auxílios que de fato são necessários para o exercício do mandato daqueles que, neste momento, a sociedade não aceita".

Ele diz que a Câmara deve votar em março um projeto já aprovado no Senado que trata da redução desses benefícios nos 3 poderes.

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