Alckmin minimiza encontro entre Huck e FHC: 'os dois têm uma amizade pessoal'

Governador afirmou não ver problema em "novos candidatos na política"; tucano também desmentiu que teria "desmoraliza do" os policiais e que o dever deles é "estar 24h na rua, protegendo a população"

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), comentou sobre a movimentação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a favor da retomada da candidatura do apresentador Luciano Huck. O tucano foi entrevistado pelo programa 90 Minutos, da Rádio Bandeirantes, desta quinta-feira (8).

De acordo com o colunista do site UOL Josias de Souza, o encontro combinando entre os dois não foi bem visto por um "correligionário do presidenciável tucano". 

Nesta mesma semana, FHC já demonstrou outro sinal de apoio ao apresentador: "Bom ter alguém como Luciano Huck".

O tucano minimizou qualquer "desentendimento": "O FHC tem uma amizade pessoal com Luciano e com a família dele". 

"Luciano não é filiado ao PSDB e não sei se é filiado a outro partido. Quem quiser ser candidato, tem que se filiar no mês de março, que são seis meses antes das eleições", declarou ao ser perguntado sobre o encontro dos dois.

Alckmin afirmou ainda que não vê problema em "novos candidatos na política". "Nunca desestimulo as pessoas a participarem da política. Acho que é sempre bom trazer mais gente para colaborar".

Candidatura única
O vice-governador de São Paulo Márcio França (PSB-SP) já avisou que será candidato ao cargo e também afirmou ter recebido o apoio de Alckmin

Sobre o tema, o governador disse que prefere ter uma "ampla base de apoio, com um único candidato", mas que "é natural e legítima as aspirações de cada candidato".

Segurança pública
Alckmin também desmentiu que teria "desmoralizado" as polícias de São Paulo. "A polícia está cumprindo seu dever de prender os criminosos, 24h na rua, protegendo a população. Nós tivemos, no ano passado, o maior índice de confronto de polícias com os criminosos. A polícia é dura, ninguém deve enfrentá-la. É o criminoso que deve se entregar", falou à RB.

O governador também esclareceu uma afirmação do secretário estadual de Segurança Pública Mágino Alves Barbosa Filho sobre os policiais civis, que foram presos por ligação com o tráfico de drogas.

Segundo ele foi uma interpretação "equivocada". "O secretário disse 'que é natural que em uma corporação com 30 mil policiais civis ter desvio de conduta'. Aí saíram dizendo que o secretário disse que 'era normal' esse tipo de atitude", explicou.

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