Vídeo no YouTube foi o alvo da punição do TRE-MS
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A Justiça eleitoral ordenou a detenção do presidente do Google no Brasil, Fabio José Silva Coelho, por não ter retirado vídeos do YouTube que atacam um candidato a prefeito para as eleições municipais de outubro, informou nesta terça-feira um oficial.
O TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso do Sul) indicou que Fabio cometeu um crime de "desobediência" ao não retirar do Youtube dois vídeos que contêm "calúnias, injúrias e difamações" contra Alcides Bernal (PP), candidato a prefeito de Campo Grande.
Também pediu o bloqueio do YouTube em Campo Grande, e se for possível em todo o estado, durante 24 horas.
A decisão já havia sido adotada pelo juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul, Flávio Saad Peren, na semana passada. O Google apelou da decisão dizendo que "não se trata de propaganda eleitoral negativa", mas o juiz Amaury da Silva Kuklinski manteve a ordem.
"O Google está apelando da decisão que determinou a retirada de vídeos do YouTube porque, sendo uma plataforma, o Google não é responsável pelo conteúdo postado em seu site", disse um porta-voz da empresa.
Os vídeos acusam o candidato a prefeito "de instigação à prática do aborto, de embriaguez, de lesão corporal contra um menor, de enriquecimento ilícito, ter desprezo e preconceitos com os mais pobres", segundo a decisão da justiça eleitoral.
A Polícia Federal do Mato Grosso do Sul disse que havia recebido o pedido de detenção e o enviou a São Paulo, onde mora o presidente do Google Brasil. Mas a Polícia Federal de São Paulo indicou que na tarde desta terça-feira ainda não tinha recebido uma ordem de prisão.
Há 10 dias, um juiz eleitoral do estado da Paraíba (nordeste) pediu também a detenção do diretor geral do Google no Brasil, Edmundo Balthazar, por não ter acatado uma ordem do tribunal de retirar do YouTube um vídeo no qual um candidato a prefeito é chamado de "burro".
O Google apelou e a Justiça decidiu que Balthazar não pode ser considerado responsável pelo conteúdo do vídeo. A ordem de detenção foi suspensa.