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Atualizado em quinta-feira, 20 de abril de 2017 - 22h00

Tiroteio em Paris deixa um policial morto

A avenida Champs-Élysées, local do ocorrido, está bloqueada
Viaturas fecharam a avenida Champs-Élysées / Christian Hartmann/Reuters Viaturas fecharam a avenida Champs-Élysées Christian Hartmann/Reuters

Um tiroteio deixou um policial morto e outros dois agentes gravemente feridos na região central de Paris, na França, na noite de quinta-feira (20). O ataque aconteceu na famosa avenida Champs-Élysées.

 

O autor dos disparos foi morto pelas forças policiais no local.

 

A região - sempre movimentada, inclusive por muitos turistas - ficou bloqueada e as autoridades pediram que as pessoas evitassem a área.

 

A polícia francesa faz buscas por um possível segundo agressor, que teria fugido para o subsolo de um restaurante depois do ataque. 

 

Fontes policiais dizem ainda que a hipótese de atentado terrorista não está descartada.

 

Veja também na reportagem do Jornal da Band:

 

Clima em Paris é de tensão por causa das eleições, diz testemunha sobre tiroteio

 

O ataque

 

Segundo testemunhas, um homem desceu de um carro e atirou na cabeça de um policial, que morreu na hora. Um segundo agente tentou intervir, mas foi baleado e tem quadro de saúde grave.

 

O atirador teria fugido a pé atirando para todos os lados e foi morto em seguida pelas forças de segurança. Um segundo homem estaria no veículo e teria escapado. O suspeito morto já seria conhecido dos serviços de inteligência franceses.

 

Forças policiais eram alvo

 

O porta-voz do Ministério do Interior, Pierre-Henry Brandet, disse que os policiais eram os alvos e foram "deliberadamente" atacados na avenida.

 

O turista britânico Jacek Poltorak, que estava em uma das linhas de metrô da capital francesa durante o tiroteio, relatou presença de um forte reforço policial no local e disse, em conversa com a BandNews FM, "nunca ter visto nada igual".

 

A França, país europeu que está a três dias das eleições presidenciais, sofreu diversos ataques terroristas nos últimos anos.

 

Repercussão

 

A candidata da extrema-direita Marine Le Pen falou sobre o ataque nas redes sociais. "Minha solidariedade à polícia, que mais uma vez se tornou um alvo". Emmanuel Macron, que lidera as pesquisas de voto, também se pronunciou. "Presto minha solidariedade para as nossas forças policiais. Meus pensamentos estão com a família da vítima".

 

Outro candidato à corrida presidencial, François Fillon também prestou condolências aos policiais "que doam suas vidas para proteger as nossas". Também nas redes sociais, Benoît Hamon prestou apoio à "aplicação da lei contra o terrorismo". Já o candidato de esquerda Jean-Luc Mélenchon escreveu que atos terroristas "não ficarão impunes". 

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o ocorrido parece com um atentado terrorista. "O que podemos dizer? Isso nunca acaba", declarou durante uma conferência na Casa Branca.

 

O presidente da França, François Hollande, convocou uma reunião de emergência para tratar do caso ainda hoje.

 

Houve relatos de tiros em outra área, mas nada foi confirmado pelas autoridades.

 

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