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Atualizado em quinta-feira, 20 de abril de 2017 - 22h03

Clima em Paris é de tensão por causa das eleições, diz testemunha sobre tiroteio

Homens abriram fogo contra policiais na avenida Champs-Élysées
Um policial morreu no ataque na capital francesa / Christian Hartmann/Reuters Um policial morreu no ataque na capital francesa Christian Hartmann/Reuters

"O clima em Paris é de tensão por causa das eleições, que ocorrem no domingo".

O relato é do jornalista Marc Tawil, que passa férias na capital da França com a família e está hospedado a dois quilômetros da Avenida Champs-Élysées, onde foram feitos disparos na tarde desta quinta-feira.

Tawin disse ainda ter encontrado um casal de brasileiros logo após o atentado. "Os dois estavam em um restaurante quando ouviram barulhos fortes que pareciam ser de fogos de artifício."

O jornalista contou que os dois se esconderam debaixo de uma mesa durante toda a movimentação.

Marc Tawil destacou o aumento das tensões no país até o dia das eleições para presidente da França.

 

O ataque

 

Segundo testemunhas, um homem desceu de um carro e atirou na cabeça de um policial, que morreu na hora. Um segundo agente tentou intervir, mas foi baleado e tem quadro de saúde grave.

 

O atirador teria fugido a pé atirando para todos os lados e foi morto em seguida pelas forças de segurança. Um segundo homem estaria no veículo e teria escapado. O suspeito morto já seria conhecido dos serviços de inteligência franceses.

 

Forças policiais eram alvo

 

O porta-voz do Ministério do Interior, Pierre-Henry Brandet, disse que os policiais eram os alvos dos atiradores e foram "deliberadamente" atacados na avenida.

 

A França, país europeu que está a três dias das eleições presidenciais, sofreu diversos ataques terroristas nos últimos anos. 

 

Veja também na reportagem do Jornal da Band: 

 

Repercussão

 

A candidata da extrema-direita Marine Le Pen falou sobre o ataque nas redes sociais. "Minha solidariedade à polícia, que mais uma vez se tornou um alvo". Emmanuel Macron, que lidera as pesquisas de voto, também se pronunciou. "Presto minha solidariedade para as nossas forças policiais. Meus pensamentos estão com a família da vítima".

 

Outro candidato à corrida presidencial, François Fillon também prestou condolências aos policiais "que doam suas vidas para proteger as nossas". Também nas redes sociais, Benoît Hamon prestou apoio à "aplicação da lei contra o terrorismo". Já o candidato de esquerda Jean-Luc Mélenchon escreveu que atos terroristas "não ficarão impunes". 

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o ocorrido parece com um atentado terrorista. "O que podemos dizer? Isso nunca acaba", declarou durante uma conferência na Casa Branca.

 

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