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Atualizado em sexta-feira, 12 de maio de 2017 - 14h53

Paris leiloará cadeados do amor para ajudar refugiados

Organizadores esperam arrecadar até 150 mil euros com as lembranças
Iniciativa começou depois que prefeitura de Paris ordenou a retirada dos cadeados da Pont des Arts / Christian Hartmann/Reuters Iniciativa começou depois que prefeitura de Paris ordenou a retirada dos cadeados da Pont des Arts Christian Hartmann/Reuters

Os famosos cadeados da Pont des Arts de Paris, onde apaixonados de todo o mundo deixam uma demonstração de seu carinho e se juram amor eterno, serão leiloados neste sábado na capital francesa para ajudar organizações de apoio aos refugiados.

Os organizadores esperam arrecadar entre 100 mil e 150 mil euros (de R$ 342 mil a R$ 513 mil) nos 165 lotes à venda, entre os quais estão incluídos cadeados em forma de coração, alguns enganchados a uma mini Torre Eiffel, passando por outros com frases escritas em diferentes idiomas.

"Ter em sua casa demonstrações de amor de pessoas de distintas partes do planeta e em diferentes idiomas é incrível", disse Monique, interessada em um painel cheio de cadeados, cujo preço oscilará neste sábado entre 8 mil e 10 mil euros - ou o equivalente a R$ 27,3 mil e R$ 34,2 mil.

A iniciativa beneficente teve sua origem em maio de 2016, quando a prefeitura de Paris ordenou a retirada definitiva dos cadeados dos 37 corrimões da Pont des Arts, que cruza o Rio Sena e fica próxima à catedral de Notre Dame.

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Segundo a prefeitura, a estrutura da passarela estava em risco por causa das 70 toneladas de peso desses cadeados. Para o leilão foram selecionadas, no entanto, só aquelas partes que podiam ser aproveitadas. E dessas algumas poucas estarão expostas até este sábado.

"São um símbolo da cidade", afirmou à Agência Efe Nicole Langé, que também tinha pendurado um cadeado junto com seu marido anos atrás e que quer conseguir um desses lotes, já que seria um bom presente para os filhos, que estão na Itália.

As três organizações que receberão o dinheiro arrecadado são a Solipam, que se encarrega de ajudar refugiadas engravidas; a Emmaüs Solidarité, que conta com centros de amparo para essas pessoas; e a Armée du Salut, que luta há 130 anos contra a exclusão social.