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Atualizado em terça-feira, 16 de maio de 2017 - 19h07

Viaje pela anomalia magnética de Kursk

Alta concentração de minério de ferro afeta bússolas nesta região russa
Região abriga 30 bilhões de toneladas métricas de minério de ferro / Ígor Gueneralov/Gazeta Russa Região abriga 30 bilhões de toneladas métricas de minério de ferro Ígor Gueneralov/Gazeta Russa

A Anomalia Magnética de Kursk foi assim batizada por causa do comportamento incomum apresentado pelas bússolas magnéticas nessa região da Rússia, situada a 530 quilômetros a sudoeste de Moscou.

No local, os instrumentos magnéticos confundem Sul com Leste e Norte com Oeste. Tudo isso porque abriga o maior depósito de minério de ferro do mundo – são 30 bilhões de toneladas métricas (ou quase 4% das reservas comprovadas no planeta).

O magnetismo anômalo dessa região foi detectado pela primeira vez por geógrafos russos na década de 1770. No entanto, o primeiro poço para a extração de minério de ferro foi aberto somente em 1923.

A bacia de minério de ferro cobre os territórios das regiões de Kursk, Belgorod e Oriol, no sudoeste da Rússia; no total, se estende por 160 mil quilômetros quadrados, uma área maior do que a de países como Grécia, Coreia do Norte, Bulgária ou Cuba.

 

 

Gigantes da mineração


Atualmente, três empresas de mineração e processamento operam nessa área. Uma delas é a Stoilensky GOK, um braço do gigante da metalurgia russo NLMK.

Os principais produtos oferecidos pela companhia são superconcentrado de minério de ferro, minério de ferro sinterizado e pelotas de minério de ferro, usadas na produção de aço. A mina da Stoilensky tem 375 metros de profundidade.

O processo

As detonações de explosivos acontecem cerca de 18 vezes por ano, com intervalos regulares. Um gel especial é usado como explosivo, juntamente com detonadores e o material explosivo pode pesar até mil toneladas métricas.

Antes da explosão, os geólogos determinam onde a rocha precisa ser detonada. Eles fazem furos com 250 milímetros de diâmetro e cerca de 17 metros de profundidade em pontos alternados a uma distância de 3 a 4 metros uns dos outros.

O minério da pedreira é entregue à fábrica por transportadores em trens. A Stoilensky GOK também produz brita, usada sobretudo na construção de estradas.  Os demais materiais extraídos da pedreira, como rochas soltas, terra, argila, areia e giz, são usados em obras e materiais de construção.

Veja imagens da região:

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