Tamanho de fonte
Atualizado em quarta-feira, 17 de maio de 2017 - 18h54

UE pede que países protejam LGBTs

Brasil ainda lidera ranking de assassinatos de transexuais
Pedido aconteceu no Dia Mundial contra a Homofobia, comemorado no dia 17 de maio / Reprodução/Pixabay Pedido aconteceu no Dia Mundial contra a Homofobia, comemorado no dia 17 de maio Reprodução/Pixabay

O Dia Mundial contra a Homofobia, comemorado nesta quarta, 17 de maio, teve manifestações em vários países do mundo pedindo a proteção das pessoas homossexuais contra violência e crimes.

Diversos fóruns e encontros foram realizados para falar sobre a situação de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais ao redor do mundo e de iniciativas para evitar a violência.

O Conselho Europeu determinou que todos os Estados-membros da União Europeia têm a obrigação de proteger as pessoas LGBTs de atos de violência e da discriminação, crimes que estão se multiplicando na Europa nos últimos anos.

Segundo o secretário-geral do Conselho Europeu, Thorbjorn Jagland, "a discriminação e a violência na relação das pessoas LGBTs representa um exemplo de populismo da pior espécie, e constitui um grande perigo para a democracia contra as quais os governos devem reagir".

Jagland também demonstrou preocupação sobre as denúncias de "perseguição e execução em massa de homossexuais na Chechênia, na Federação Russa". De acordo com o secretário, nenhum país deve tolerar a violência contra pessoas gays.

Valores enfraquecidos pela violência

O presidente da Itália, Sergio Mattarella, emitiu uma declaração condenando a violência contra os homossexuais.

"A homofobia e a transfobia violam a dignidade humana, lesam o princípio de igualdade e suprimem a liberdade e o afeto das pessoas. Ninguém pode sofrer qualquer forma de perseguição com base na orientação sexual, [...] uma violação inaceitável dos direitos humanos universais", escreveu o presidente.

Segundo o mandatário, os atos de intolerância "ferem nossa sociedade inteira, que fica enfraquecida nos seus valores fundamentais de convivência".

Primeira união gay no governo

O vice-ministro de Desenvolvimento Econômico da Itália, Ivan Scalfarotto, irá se casar no próximo sábado com seu companheiro, Federico Lazzarovich, em uma cerimônia em Milão. Com isso, ele se tornará o primeiro membro do governo italiano a oficializar uma união civil homossexual.

O casamento será celebrado pelo assessor de políticas sociais de Milão, Pierfrancesco Majorino. "Mas espero que eu não apareça nos jornais por causa de algo assim, tão privado", escreveu em sua página no Facebook.

Há um ano, a Itália aprovou a lei da união civil entre pessoas do mesmo sexo, defendida pelo Partido Democrático (PD), do qual Ivan Scalfarotto faz parte.

Brasil: líder em assassinatos de transexuais

Já no Brasil, país que lidera o ranking de assassinatos de transexuais, a situação parece piorar ainda mais. De acordo com o Grupo Gay da Bahia (GGB) e a Rede Trans Brasil, houve um aumento de 18% nos assassinatos de pessoas apenas por conta de sua sexualidade.

Como o crime de homofobia não é tipificado no Brasil, os números das mortes não são oficiais. Enquanto a Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intersexuais (ILGA) relata 340 mortes por motivos homofóbicos em 2016, a GGB contabiliza três mortes a mais.

Love is love: Relembre os casais gays famososVocê viu?
Miley revela que I Kissed a Girl, de Katy, é sobre ela