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Atualizado em domingo, 18 de junho de 2017 - 10h54

Maior incêndio da história de Portugal mata 62

Região enfrenta altas temperaturas, mas autoridades acreditam que o fogo tenha começado após raio atingir árvore em Pedrógão Grande
Cerca de 16 pessoas morreram após tentar deixar seus carros em estrada / Rafael Marchante/Reuters Cerca de 16 pessoas morreram após tentar deixar seus carros em estrada Rafael Marchante/Reuters

Um intenso incêndio florestal em Pedrógão Grande, região de Leiria, em Portugal, já provocou a morte de pelo menos 62 pessoas, muitas delas presas em seus carros enquanto as chamas atingiram a área. O número de feridos neste que é o maior incêndio da história do país já chega a 60 pessoas, incluindo civis e bombeiros. 

Acredita-se que um raio tenha provocado o incêndio em Pedrógão Grande, depois que os investigadores encontraram uma árvore atingida durante uma tempestade "seca". Esse fenômeno ocorre quando a chuva evapora antes de atingir o solo devido às altas temperaturas. Portugal, como a maioria dos países da Europa meridional, é propenso a incêndios florestais nos meses secos do verão.

"Esta é uma região que tem incêndios por causa de suas florestas mas não nos lembramos de uma tragédia dessas proporções", disse o prefeito de Pedrógão Grande, Valdemar Alves. "Estou completamente atordoado com o número de mortes".

As autoridades disseram anteriormente que o calor de 40ºC nos últimos dias poderia ter contribuído para o incêndio, registrado a cerca de 150 quilômetros a nordeste de Lisboa. Aproximadamente 700 bombeiros trabalham para tentar apagar os incêndios desde sábado.

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Pessoas tentaram deixar carros


Uma enorme parede de fumaça grossa e chamas vermelhas brilhavam sobre a copa das árvores em uma área perto de algumas casas. Foram divulgadas imagens aterrorizantes de várias pessoas em uma estrada tentando escapar da fumaça intensa que reduziu a visibilidade a uma questão de alguns metros. Segundo as autoridades, ao menos 16 pessoas morreram quando seus veículos foram envolvidos por chamas numa estrada entre as cidades de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra. Outras pessoas morreram por causa da inalação de fumaça em Figueiró dos Vinhos.

Chama é vista entre copas de árvores
Fogo entre copas de árvores (foto: Rafael Marchante/Reuters)

O primeiro-ministro português Antonio Costa disse que as equipes de combate a incêndios estavam tendo dificuldades em se aproximar da área porque o fogo era "muito intenso". Ele acrescentou que as autoridades portuguesas estavam trabalhando na identificação das vítimas e que socorristas espanhóis ajudariam nos esforços para controlar as chamas.

A Autoridade Nacional de Proteção Civil de Portugal, que coordena os esforços de combate a incêndios, emitiu uma advertência sobre o aumento do risco de incêndios florestais na sexta-feira. Citando as altas temperaturas, afirmou que fogueiras ao ar livre estavam proibidas.

Apoio

A União Europeia ativou seus esforços de proteção civil para ajudar Portugal a extinguir os incêndios. O Comissário da UE para Ajuda Humanitária e Gerenciamento de Crise, Christos Stylianides, expressou suas condolências pelas vítimas em uma declaração, dizendo que a "UE está totalmente pronta para ajudar". Ele disse que, em resposta a um pedido de ajuda de Portugal, Espanha e França estão enviando aeronaves para ajudar a combater as chamas.

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, twittou que estava "comovido pela tragédia em Pedrógão Grande. Os portugueses podem contar com a nossa solidariedade, apoio e cuidado". 

Grande quantidade de fumaça é vista em estrada onde ocorreu o incêndio
Grande quantidade de fumaça é vista em estrada (foto: Rafael Marchante/Reuters)


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