Tamanho de fonte
Atualizado em segunda-feira, 19 de junho de 2017 - 03h36

Portugal: Itamaraty diz que não há brasileiros vítimas

Grande incêndio já causou a morte de ao menos 61 pessoas
Um carro carbonizado após o incêndio em Pedrogao Grande / Rafael Marchante/Reuters Um carro carbonizado após o incêndio em Pedrogao Grande Rafael Marchante/Reuters

O Itamaraty divulgou nota, neste domingo, para manifestar solidariedade às famílias das vítimas do incêndio florestal ocorrido na região de Leiria, no centro de Portugal. O Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou que não há registro de brasileiros entre as vítimas, mas ressaltou que o órgão e o Consulado-Geral em Lisboa estão à disposição para prestar informações e esclarecimentos aos cidadãos.

 

O incêndio florestal na região central de Portugal começou na noite de sábado (17), e os bombeiros ainda tentavam controlar as chamas na tarde deste domingo (18). Ao menos 61 pessoas morreram, entre eles 30 que ficaram presos no interior de seus veículos.

 

Na nota, o Itamaraty diz que o governo brasileiro recebeu a notícia com "pesar e consternação". "O Brasil manifesta, neste momento de dor, sua solidariedade ao governo e ao povo do país irmão e às famílias das vítimas e faz votos de plena recuperação aos feridos", afirma o comunicado.

 

Apesar de não haver registro de brasileiros entre as vítimas, o Itamaraty seguirá monitorando a situação por meio do Consulado-Geral em Lisboa. "Indica-se aos cidadãos brasileiros residentes ou em trânsito na região de Leiria, localidade afetada pelo incêndio, que sigam as instruções das autoridades locais, de modo a evitar a exposição a riscos adicionais", diz a nota.

 

Segundo o Itamaraty, o núcleo de assistência a brasileiros do MRE está à disposição para informações e esclarecimentos, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, pelos telefones +55 61 2030 8803 e +55 61 2030 8804, e pelo e-mail dac@itamaraty.gov.br. Nos demais horários, é possível contatar o telefone de plantão do Consulado-Geral em Lisboa (+351 962 520 581) ou o plantão consular da Subsecretaria-Geral das Comunidades Brasileiras e de Assuntos Consulares e Jurídicos do Itamaraty (+55 61 98197 2284).

 

 

Grande quantidade de fumaça é vista em estrada onde ocorreu o incêndioRafael Marchante/Reuters

 

Incêndio
 
Acredita-se que um raio tenha provocado o incêndio em Pedrógão Grande, depois que os investigadores encontraram uma árvore atingida durante uma tempestade "seca". Esse fenômeno ocorre quando a chuva evapora antes de atingir o solo devido às altas temperaturas. Portugal, como a maioria dos países da Europa meridional, é propenso a incêndios florestais nos meses secos do verão.
 
"Esta é uma região que tem incêndios por causa de suas florestas mas não nos lembramos de uma tragédia dessas proporções", disse o prefeito de Pedrógão Grande, Valdemar Alves. "Estou completamente atordoado com o número de mortes".
 
As autoridades disseram anteriormente que o calor de 40ºC nos últimos dias poderia ter contribuído para o incêndio, registrado a cerca de 150 quilômetros a nordeste de Lisboa. Aproximadamente 700 bombeiros trabalham para tentar apagar os incêndios desde sábado.
Chama é vista entre copas de árvoresRafael Marchante/Reuters
Pessoas tentaram deixar carros
 
Uma enorme parede de fumaça grossa e chamas vermelhas brilhavam sobre a copa das árvores em uma área perto de algumas casas. Foram divulgadas imagens aterrorizantes de várias pessoas em uma estrada tentando escapar da fumaça intensa que reduziu a visibilidade a uma questão de alguns metros. Segundo as autoridades, ao menos 16 pessoas morreram quando seus veículos foram envolvidos por chamas numa estrada entre as cidades de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra. Outras pessoas morreram por causa da inalação de fumaça em Figueiró dos Vinhos.
 
O primeiro-ministro português Antonio Costa disse que as equipes de combate a incêndios estavam tendo dificuldades em se aproximar da área porque o fogo era "muito intenso". Ele acrescentou que as autoridades portuguesas estavam trabalhando na identificação das vítimas e que socorristas espanhóis ajudariam nos esforços para controlar as chamas.
 
A Autoridade Nacional de Proteção Civil de Portugal, que coordena os esforços de combate a incêndios, emitiu uma advertência sobre o aumento do risco de incêndios florestais na sexta-feira. Citando as altas temperaturas, afirmou que fogueiras ao ar livre estavam proibidas.
Leia também: