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Atualizado em domingo, 13 de agosto de 2017 - 08h31

EUA: protesto da extrema-direita deixa um morto

Após briga, governador da Virgínia declarou estado de emergência
Muitos dos combatentes de ambos os lados usavam capacetes e seguravam escudos / Joshua Roberts/Reuters Muitos dos combatentes de ambos os lados usavam capacetes e seguravam escudos Joshua Roberts/Reuters

Segundo autoridades, uma pessoa morreu e outras 20 ficaram feridas. Um carro também chegou a atropelar uma multidão de manifestantes supremacistas.

A briga começou no centro da cidade, antes do 12h, quando centenas de pessoas, algumas usando símbolos de extremistas brancos e carregando bandeiras de batalha Confederadas, foram enfrentadas por um número quase igual de manifestantes contrários. Os confrontos começaram na noite anterior, resultando em pelo menos uma prisão.

Logo após a briga, o governador da Virgínia, Terry McAuliffe, declarou estado de emergência na cidade, sede do principal campus da Universidade da Virgínia. A reunião foi declarada "uma assembleia ilegal", permitindo que a polícia dispersasse os manifestantes.

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Muitos dos combatentes de ambos os lados usavam capacetes e seguravam escudos. Os membros da milícia na cidade carregavam rifles, embora nenhum tiroteio tenha sido denunciado.

Durante o protesto, os militantes portaram tochas, fizeram saudações nazistas e gritaram palavras de ordem contra negros, imigrantes, homossexuais e judeus. "Vocês não vão nos substituir", em referência a imigrantes; "Vidas Brancas importam", em contraposição ao movimento negro Black Lives Matter; e "Morte aos Antifas", abreviação de "antifascistas", como são conhecidos os grupos que se opõem a protestos neonazistas.

Já os manifestantes contrários levavam cartazes que diziam: "Nazi vai para casa" e “Destrua a supremacia branca".

Depois que a multidão foi dispersada, dezenas de agentes da lei vestidos com equipamentos de proteção foram vistos patrulhando as ruas, com pequenos grupos de manifestantes reunidos em bolsões nas ruas circundantes.

Trump condena "ódio"

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condenou a violência que entrou em erupção entre nacionalistas brancos e contra-manifestantes em Charlottesville, Virgínia.

"Nós devemos TODOS estar unidos e condenar tudo o que representa o ódio", escreveu Trump em mensagem do Twitter. "Não há lugar para esse tipo de violência na América".