Tamanho de fonte
Atualizado em quinta-feira, 24 de janeiro de 2013 - 15h36

Jovem pode casar com acusado de matar a irmã

Víctor Cingolani teria matado irmã gêmea da mulher; ele foi condenado a 13 anos de prisão
Jornal argentino mostra foto do casal que pretende se casar em fevereiro / Reprodução Jornal argentino mostra foto do casal que pretende se casar em fevereiro Reprodução

O casamento de uma mulher com o suspeito de assassinar sua irmã gêmea foi autorizado pela justiça, nesta quinta-feira, na Argentina. A cerimônia já havia sido cancelada pela justiça, no dia 21 de dezembro de 2012, depois que a mãe das jovens apresentou uma solicitação no Registro Civil da cidade de Pico Truncado. A informações são do site argentino Clarín.

O casamento foi autorizado depois de submeter a jovem Edith Casas a três perícias psiquiátricas. A juíza considerou a mulher "sem disfunção psicológica ou mental para impedir o casamento" e apresenta "transtornos afetivos" no relacionamento com sua família.

O casal não definiu uma data para o casamento. "Eu estou me casando com o homem que eu amo e não o assassino da minha irmã. Ele não matou e quando você sabe toda a verdade sairá livre e vamos começar uma família", disse Edith.

A irmã do suspeito Víctor Cingolani disse que o casamento pode ocorrer em fevereiro. "Tudo depende das mudanças no registro. Mas tenho certeza que o casamento será durante o próximo mês".

O caso

Víctor está preso, condenado a 13 anos, pelo assassinato, em 2010, de Johana Casas, irmã gêmea de Edith.

 

Victor Cingolani, acusado de assassinar Johana Casas, e Edith Casas (direita)
Reprodução

O corpo de Johana foi encontrado com duas balas no peito na floresta da cidade de Santa Cruz. O homem foi preso logo após o assassinato e condenado após um julgamento realizado em agosto de 2012.

Durante o julgamento, Edith foi ao tribunal com seus pais exigindo justiça pela morte da irmã. Nessa época, já havia um relacionamento entre ela e o suspeito, mas isso foi mantido em segredo.

Em dezembro de 2012, eles procuraram permissão do tribunal para se casar. A câmara aprovou o casamento, que seria realizado dia 21 de dezembro.

Mas, a família Casas achou que Edith estava sendo pressionada e que não estava em condições mentais normais para se casar com o assassino de sua irmã. Por isso, a mãe pediu a suspensão da cerimônia.