Nasa começa nova etapa da 'colonização' espacial

Com financiamento privado, a agência espacial tem novos projetos

Táxis para viagens espaciais, moradias infláveis e até "correios" para o espaço são os planos da Agência Espacial norte-americana (Nasa) para criar uma possível colonização espacial. 

Para isso, a Nasa começa nesse semestre a segunda etapa do "NextStep", um programa que tem como objetivo incentivar o financiamento da exploração do espaço iniciado em 2014. Atualmente, o investimento é de US$ 65 milhões (cerca de R$ 208 milhões) e provém de uma parceria entre empresas públicas e privadas para custear seis projetos que prometem solucionar e inovar a ocupação humana no Sistema Solar.

Um dos desenvolvedores é a Bigelow, empresa de Las Vegas especializada em tecnologia espacial, que acoplou com sucesso, em abril, o módulo inflável BEAM à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Agora, a companhia enviará, com a parceria da Space X (empresa de transporte espacial dos Estados Unidos), um módulo inflável com proporções bem maiores, de 330 metros quadrados. Essas plataformas servem como uma extensão do ISS e devem servir como habitações para astronautas que fazem viagens de longo prazo.

Outro projeto de destaque são as pequenas naves de carga, chamadas também de táxis, que irão até a ISS. Essas são desenvolvidas pela Orbital Atk, outra empresa norte-americana do setor. Com pretensão de aprimorar, e depois substituir a Cygnus, cápsula que leva à ISS todos os suprimentos necessários para os astronautas, os táxis desejam também transportar colônias para a órbita da ISS no futuro.

Boeing, Lockheed Martin, Sierra Nevada e NanoRacks são as outras empresas desenvolvedoras que estão sob custódia da Nasa nesse projeto que tem como finalidade colonizar tanto Marte como outros planetas no futuro.

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