Módulo Schiaparelli cai a 300km/h no solo de Marte

MRO conseguiu fotografar o ponto de impacto do equipamento

O módulo Schiaparelli, que deveria ter pousado no solo de Marte na última quarta-feira (19), caiu a cerca de 300 km/h enquanto fazia o processo de descida no planeta vermelho, informou a Agência Espacial Europeia (ESA) nesta sexta. Não está excluída a possibilidade de que o Schiaparelli tenha explodido com a força do impacto – já que estava com os tanques de combustível cheios.

Os especialistas conseguiram confirmar que o problema nos propulsores ocorreu entre dois e quatro quilômetros antes do pouso, mas ainda afirmaram que as "informações preliminares" não permitem definir o que causou o problema.

De acordo com o comunicado, os restos do equipamento foram fotografados pelo Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), da Nasa, durante uma de suas passagens pela área onde o módulo deveria ter pousado. As imagens mostram duas manchas escuras: uma, mais iluminada e definitiva, que é o paraquedas. A outra é mais "escura e confusa", em uma cratera criada pelo impacto, e que está a cinco quilômetros a oeste de onde deveria ocorrer o pouso.

Imagens mostram a destruição do módulo Schiaparelli em Marte:

A missão

A missão ExoMars 2016 tem como objetivo buscar sinais de vida do tipo bacteriano no planeta. A operação é realizada sob controle da Agência Especial Europeia (ESA), direto de seu centro em Darmstadt, na Alemanha, e ocorre em conjunto com a agência russa Roscosmos e com grande participação tecnológia da Itália. 

É a primeira vez que um aparelho espacial europeu atravessa a atmosfera de Marte em uma descida de seis minutos, durante a qual também serão coletados dados sobre o planeta. Em Marte, deveriam ter pousado o módulo Schiaparelli e a sonda Trace Gas Orbiter (TGO), uma espécie de "nave-mãe", enviadas de maneira separada. No entanto, apenas a TGO teve sucesso na descida e está funcionando perfeitamente.

A missão é dedicada ao astrônomo italiano Giovanni Schiaparelli, autor do primeiro mapa completo de Marte. A Agência Espacial Italiana (ASI) foi o principal contribuinte da missão, com 350 milhões de euros, que representam 32% do valor total.

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