Trump discute Otan e imigração em encontro com a chanceler alemã Angela Merkel na Casa Branca

Líderes reforçaram a aliança entre os dois países

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, discutiu comércio, imigração e o financiamento da Aliança do Tratado do Atlântico Norte (Otan) com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, nesta sexta-feira, no primeiro encontro entre os líderes.

Trump começou reconhecendo a importância da Otan, mas reiterou seu pedido para que os aliados do outro lado do Atlântico façam mais para contribuir com o orçamento da organização militar.

O republicano voltou a defender que os países deveriam trabalhar em uma política comercial que beneficiasse ambos os lados.

“Comércio justo”

Desde a campanha presidencial, o magnata vem tecendo críticas ao governo de Berlim e também de outros países, que estariam, a seu ver, prejudicando os EUA ao se aproveitarem, de um euro desvalorizado para promover indevidamente suas exportações.

"Não sou isolacionista, mas defendo o comércio justo", afirmou a um jornalista que o questionou pela postura protecionista. "Não queremos uma situação igualitária, queremos justiça", completou.

Meta de contribuição

Merkel, por sua vez, reforçou seu apoio ao livre comércio e disse concordar que as trocas entre os países precisam ser uma situação de ganhos para todos e pediu a volta das negociações do acordo comercial entre os EUA e a União Europeia.

A chanceler alemã também elogiou o compromisso assumido por Trump em relação à Otan e disse que seu governo está trabalhando para atingir a meta de contribuição com os gastos militares da Otan.

"A Alemanha vai continuar a trabalhar em direção à meta de 2,0% do Produto Interno Bruto (PIB) de gastos com a Defesa", prometeu.

Imigração

Os dois líderes disseram que irão trabalhar conjuntamente na questão da imigração e que o tema é importante para a segurança interna.

"A imigração é um privilégio, não um direito", disse Trump, destacando seu comprometimento com a luta contra o terrorismo, uma das principais bandeiras de sua campanha.

Já Merkel lembrou que o enfrentamento da questão precisa contemplar também a ajuda ao desenvolvimento de países ameaçados por conflitos.

O dilema das escutas

Trump, por fim, voltou a acusar o governo de Barack Obama de colocar escutas durante a campanha presidencial de 2016. "Ao menos temos algo em comum", disse, apontando para Merkel.

Em 2014, foi revelado que o governo norte-americano, com o conhecimento de Obama, montou uma operação de espionagem em larga escala sobre o governo alemão, incluindo a chanceler. Na coletiva desta sexta-feira, Merkel preferiu não comentar o assunto.

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