Agência espacial russa está recrutando homens e mulheres para missão à Lua

Escolhidos também serão os primeiros a pilotar nova nave espacial

A agência espacial russa Roscosmos anunciou o abertura de recrutamento a jovens aspirantes a cosmonautas que participarão da primeira expedição do país à Lua.

No processo serão selecionadas de seis a oito pessoas.

“Não haverá discriminação baseada em cor da pele ou gênero”, disse o diretor- executivo de programas tripulados da Roscosmos, Serguêi Krikaliov, em entrevista coletiva, citado pela agência RIA Nôvosti.

As candidaturas serão recebidas ao longos os próximos quatro meses, informou o primeiro vice-diretor de Roscosmos, Aleksandr Ivanov.

Qualquer pessoa com cidadania russa e idade inferior a 35 anos, que possua diploma de engenharia ou formação como piloto é elegível para a função de cosmonauta.

Segundo os avaliadores, candidatos com experiência profissional nas indústrias da aviação e de foguetes espaciais terão prioridade.

Os selecionados serão também os primeiros a viajar a bordo da nova nave espacial russa, a Federação, e terão ainda de cumprir missões no programa da ISS (Estação Espacial Internacional).

Atualmente, o corpo de cosmonautas da Rússia soma 30 pessoas, e 14 delas não têm experiência de voo no espaço.

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Esta é a 17ª inscrição de cosmonautas na história soviética-russa e o segundo concurso aberto, no qual qualquer candidato pode participar; o primeiro processo aberto foi realizado em 2012. Antes, apenas pilotos militares e funcionários da indústria de foguetes espaciais podiam concorrer à função.


Programa lunar

A Federação é uma série de naves espaciais pilotadas que comportam quatro tripulantes. Os novos modelos substituirão a série de naves espaciais Soyuz e de cargueiros espaciais automáticos Progress.

O primeiro voo automático sem tripulantes à Lua acontecerá em 2021. Dois anos depois, os selecionados no atual processo partirão a bordo das naves Federação.

Segundo informações anteriores, o programa lunar da Rússia incluiria o lançamento de cinco missões de pesquisa para o satélite natural da Terra, a partir de 2019.

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