Hollande: ataque na Champs-Élysées foi terrorismo

Um policial morreu e dois ficaram feridos em tiroteio no coração de Paris

Em pronunciamento direto do Palácio do Eliseu, o presidente da França, François Hollande, disse estar convencido de que as pistas do tiroteio desta quinta-feira (20) na avenida Champs-Élysées, em Paris, são de "ordem terrorista". Um policial morreu e outros dois ficaram gravemente feridos. 

Hollande anunciou, ainda, a convocação de uma reunião do Conselho de Defesa para a manhã desta sexta-feira (21). "Vamos ser absolutamente vigilantes, principalmente por causa do processo eleitoral", declarou o presidente, lembrando do pleito, que acontece daqui a três dias.

François Hollande também enviou suas condolências às famílias do policial morto e dos dois agentes feridos no ataque. "O apoio da nação é total às forças de segurança", acrescentou, prometendo "grande determinação" para lutar contra o terrorismo.


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O ataque

Segundo testemunhas, um homem desceu de um carro e atirou na cabeça de um policial, que morreu na hora. Um segundo agente tentou intervir, mas foi baleado e tem quadro de saúde grave.

O atirador teria fugido a pé atirando para todos os lados e foi morto em seguida pelas forças de segurança. Um segundo homem estaria no veículo e teria escapado. O suspeito morto já seria conhecido dos serviços de inteligência franceses.

Forças policiais eram alvo

O porta-voz do Ministério do Interior, Pierre-Henry Brandet, disse que os policiais eram os alvos e foram "deliberadamente" atacados na avenida.

A França, país europeu que está a três dias das eleições presidenciais, sofreu diversos ataques terroristas nos últimos anos.

Repercussão

A candidata da extrema-direita Marine Le Pen falou sobre o ataque nas redes sociais. "Minha solidariedade à polícia, que mais uma vez se tornou um alvo". Emmanuel Macron, que lidera as pesquisas de voto, também se pronunciou. "Presto minha solidariedade para as nossas forças policiais. Meus pensamentos estão com a família da vítima".

Outro candidato à corrida presidencial, François Fillon também prestou condolências aos policiais "que doam suas vidas para proteger as nossas". Também nas redes sociais, Benoît Hamon prestou apoio à "aplicação da lei contra o terrorismo". Já o candidato de esquerda Jean-Luc Mélenchon escreveu que atos terroristas "não ficarão impunes". 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o ocorrido parece com um atentado terrorista. "O que podemos dizer? Isso nunca acaba", declarou durante uma conferência na Casa Branca.

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