Protestos na Tunísia já somam 800 presos

País vive uma crise econômica forte desde 2011 e está em estado de emergência para ataques terroristas desde 2015

Os quatro dias de protestos contra a alta dos preços na Tunísia já somam 778 presos, sendo a maior parte deles acusados por furtos e danos ao patrimônio público, informou o Ministério do Interior do país na quinta-feira (12).

"Mais da metade dos quase 800 detidos por desordens nestas últimas noites na Tunísia tem idade entre 21 e 30 anos e 31,53% deles tem entre 15 e 20. As acusações contra eles são de furtos, saques, devastação e ataques a oficiais públicos", disse o porta-voz do Ministério, Khalifa Chibani.

Chibani afirmou que o governo acredita em uma "volta da calma" e da restauração da ordem nacional, afirmando que as manifestações "são fruto de uma organização minuciosa da qual os instigadores serão desmascarados".

O número de feridos nas manifestações não foi confirmado, tendo o governo se limitado a dizer que são "numerosos".

As manifestações foram convocadas por um grupo chamado "Fech Nestannew" (O que esperamos, em tradução livre) e se espalharam por dezenas de cidades tunisianas. O país vive uma crise econômica forte desde 2011 e está em estado de emergência para ataques terroristas desde 2015, quando uma série de atentados matou dezenas de pessoas.

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