Amiga de ex-presidente da Coreia do Sul é presa acusada de corrupção

Choi Soon-sil foi condenada por receber subornos de conglomerados sul-coreanos, inclusive da Samsung e do Grupo Lotte

A amiga da ex-presidente sul-coreana Park Geun-hye, que esteve no cerne de um escândalo sobre tráfico, culpado de abalar a elite econômica e política da Coreia do Sul foi condenada a 20 anos de prisão, informou um tribunal de Seul nesta terça-feira (13).

A corte também sentenciou o presidente do conselho do Grupo Lotte, o quinto maior conglomerado do país, a dois anos e seis meses de prisão no mesmo caso.

Choi Soon-sil, uma confidente de Park, foi condenada por receber subornos de conglomerados sul-coreanos, inclusive da Samsung, a maior fabricante mundial de smartphones e semicondutores, e do Grupo Lotte.

Justiça da sociedade

Park sofreu um impeachment em março passado e é julgada separadamente por acusações de suborno, abuso de poder e coerção. Ela nega qualquer irregularidade.

O presidente do conselho do Grupo Lotte, Shin Dong-bin, estava no tribunal no momento do veredicto e foi posto sob custódia.

"Seu ato acabou com as esperanças e a fé da comunidade e do povo... oferecer subornos fere a justiça da sociedade", disse Kim Se-yun, o juiz que presidia a sessão.

A prisão de Shin cria um vácuo de liderança na Lotte, uma gigante com 102 bilhões de dólares em ativos, que acumula prejuízos em operações na China.

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