Oxfam enfrenta pressão crescente após novos relatos de abuso sexual

Análise de agentes da instituição mostrou que cerca de 10% dos funcionários sofreram ou foram testemunhas de agressão

A organização humanitária britânica Oxfam passou a sofrer ainda pressão maior nesta terça-feira (13), depois de uma ex-funcionária de alto escalão falar que preocupações a respeito de "uma cultura de abuso sexual" com agentes de alguns escritórios foram ignoradas.

Helen Evans, encarregada de investigar alegações contra membros da Oxfam entre 2012 e 2015, disse à rede de televisão Channel 4 que entre os casos de abuso incluía o de uma mulher coagida a fazer sexo em troca de ajuda.

Outro disse respeito a uma agressão de um funcionário a um voluntário adolescente em uma entidade de caridade do Reino Unido, relatou.

Uma análise de agentes da Oxfam em três países, inclusive o Sudão do Sul, mostrou que cerca de 10% destes foram agredidos sexualmente e outros testemunharam ou sofreram estupros ou tentativas de estupro de colegas, segundo Helen.

Recursos adequados

A ex-funcionária, que dirigiu uma seção de "salvaguarda" responsável por proteger agentes e as pessoas com as quais a Oxfam trabalha, falou da frustração de ver os pedidos de ajuda adicional para a equipe não serem levados devidamente a sério.

"Senti que nosso fracasso de providenciar recursos adequadamente colocou as pessoas em risco", disse ela em uma entrevista transmitida pelo Channel 4 no final da última segunda-feira (12). 

"Luto para entender por que eles não reagiram imediatamente àquele pedido de recursos adicionais".

Uma das ONGs mais conhecidas do mundo, com programas de ajuda em todo o globo, a Oxfam corre o risco de perder o financiamento do governo britânico devido às alegações de má conduta sexual.

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