Após rumores de saída, Trump diz que continua comprometido com a Otan

Apesar de exigir aumento de gastos das demais nações com defesa, presidente dos EUA definiu reunião do grupo como positivo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira, 12. Após rumores ameaçado deixar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Trump reafirmou o compromisso com a aliança, mas disse ser necessário garantir o aumento de gastos das demais nações do grupo com defesa, para evitar um custo injusto para os americanos.

Mais cedo, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, convocou uma reunião de emergência em Bruxelas. Algumas fontes presentes no encontro relataram, segundo agências internacionais que Trump teria ameaçado "fazer as coisas de seu jeito", caso não houvesse acordo para a elevação dos gastos, o que foi entendido por alguns como uma possível saída dos EUA da Otan.

No entanto, para outras fontes, Trump não foi tão longe, mas teria sido ríspido. Conforme disse Trump na coletiva, o compromisso americano com a aliança é "muito forte". Os aliados estão comprometidos em elevar os gastos com defesa. "Continuo comprometido com a Otan", ressaltou.

O presidente norte-americano relatou comentários de insatisfação caso seus gastos com defesa não fossem elevados. Pelo acordo em vigor, os países prometeram elevar os gastos com defesa a 2% do PIB até 2024.

Segundo Trump, com as conversas dos últimos dois dias, houve um acordo para essa alta ocorrer mais rápido, em "poucos anos". O mandatório não deu detalhes sobre um prazo exato para isso passar a valer. Trump levantou a hipótese de disponibilizar os melhores equipamentos militares – produzidos pelos EUA.

Questionado sobre a possibilidade de deixar a Otan, o presidente norte-americano disse: "se quisesse, mas isso não é necessário". "Estamos muito unidos e mais fortes, não há problema", garantiu.

De acordo como presidente, alguns momentos dos encontros foram "tensos", mas o resultado final foi positivo. Ele disse ainda que uma meta de elevar os gastos com defesa a 4% do PIB entre os integrantes da Otan é algo para o futuro.

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