Joesley Batista e Ricardo Saud ficam em celas separadas de 9 m² na PF

Local tem um vaso sanitário no chão e um beliche, mas está sem chuveiro nem água quente; prisão temporária vence na quinta

O empresário Joesley Batista e o executivo da J&F Ricardo Saud estão presos em celas separadas de 9 m², sem chuveiro nem água quente, com um vaso sanitário no chão e com beliche na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília.

Recentemente, já ocuparam a mesma cela o senador cassado Delcídio do Amaral (MS) e o ex-assessor presidencial Rodrigo Rocha Loures, conhecido como o “homem da mala”.

Acusados de violar a delação premiada, os dois foram transferidos num avião da PF nessa segunda-feira (11) de São Paulo, onde se entregaram no domingo. A prisão foi determinada pelo ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Com os benefícios da delação suspensos, Joesley e Saud serão ouvidos, provavelmente nesta quarta (13).

A prisão é temporária e vence na quinta-feira, mas pode ser prorrogada por mais cinco dias ou revertida em provisória, sem prazo definido.

Recurso
A defesa de Joesley irá recorrer, nesta terça-feira (12), ao STF com pedido de habeas corpus para colocá-lo em liberdade e também com um recurso para impedir que a prisão seja prorrogada.

O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, quer que os delatores da JBS tenham direito ao “recall” da delação, com a apresentação de novas provas e correção de declarações.

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Operação Bocca
A PF cumpriu ontem quatro mandados de busca e apreensão em endereços dos suspeitos.

Logo cedo, agentes foram à mansão de Joesley e retiraram documentos. Os endereços de Ricardo Saud e do diretor jurídico da J&F Francisco de Assis Silva, em São Paulo, e o apartamento do ex-procurador Marcelo Miller, no Rio de Janeiro, também foram alvos.

A ação foi batizada de Operação Bocca, alusão à obra romana “Bocca della Veritá”, que serviria como “detector de mentiras”.

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