Advogado dos irmãos Wesley e Joesley Batista critica mandado de prisão

Em entrevista ao "Café com Jornal", Kakay disse que a ação da PF foi uma irregularidade já que eles fizeram acordo de delação

Michele: Ninguém aqui é profissional, mas as pessoas esquecem

O advogado dos irmãos Batista Antonio Carlos de Almeida Castro, mais conhecido como Kakay, classificou o mandado de prisão preventiva da Polícia Federal (PF) contra Wesley e Joesley como "injusto e lamentável".

Em entrevista ao "Café com Jornal", Kakay disse que a ação da Polícia Federal foi uma irregularidade, já que os irmãos fizeram acordo de delação premiada, o que teria que garantir imunidade.

"O Wesley e o Joesley fizeram delação premiada, talvez tida como a maior do Brasil, recebendo imunidade. Eles assumiram todos os crimes que cometeram - que foram centenas - e constam no anexo. É evidente que se eles tivessem cometido esse crime [uso de informações privilegiadas para lucrar com ações na Bolsa de Valores], eles teriam feito um anexo. Eles não poderiam ser presos", explicou.


Para o advogado, Brasil vive "um momento punitivo".

Kakay não é advogado dos irmãos neste evento e sim no caso da delação premiada fechada em acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Quem assume nesta investigação é Pierpaolo Bottini.

Confira mais um trecho da entrevista com Kakay

Entenda

A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta quarta-feira, um mandado de prisão preventiva contra o empresário Wesley Batista.

A Justiça Federal de São Paulo também decretou a prisão de Joesley Batista, que já está detido desde o fim de semana por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin.

São investigadas fraudes ao sistema financeiro: os executivos da JBS teriam usado informações privilegiadas para lucrar com ações na Bolsa de Valores.

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