Lula está mais perto da prisão que das eleições, diz João Doria na Itália

Tucano fez duras críticas ao ex-presidente petista e também à sua sucessora, Dilma Rousseff

Em discurso a empresários e investidores italianos nesta quinta-feira (12), o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que "Lula está mais perto da prisão que das eleições" de 2018. O tucano, que está em Milão, encontrou-se com executivos da Confindustria, a federação de indústrias da Itália.

Defendendo a abertura dos mercados brasileiros, as privatizações nacionais e as municipais do seu programa de desestatização, Doria disse acreditar que o ano de 2018 terá mais crescimento econômico, inflação controlada e "menos populismo". 

"Lula está mais perto da prisão que das eleições", comentou o prefeito, apesar de, há poucas semanas, ter admitido que uma prisão do ex-presidente petista em meio ao processo eleitoral seria um "erro histórico", pois "incendiaria o país".

Doria defendeu as reformas levadas adiantes pelo governo do peemedebista Michel Temer e apresentou um vídeo aos empresários com as propostas de privatizações de São Paulo, que incluem o Sambódromo do Anhembi, o Estádio do Pacaembu, o autódromo de Interlagos, além de parques e de áreas do sistema de transporte.

"Isso que está sendo feito em São Paulo pode ser replicado em outras metrópoles, em todo o Brasil", disse Doria, que foi várias vezes aplaudido pelos empresários italianos. "A privatização é absolutamente necessária para o crescimento do país". 

A vice-presidente internacional da Confindustria, Licia Mattioli, ressaltou, por sua vez, que o Brasil é um grande parceiro comercial. "A Itália realizou uma missão de empresários há mais ou menos um ano em São Paulo, justamente para demonstrar amizade e proximidade em um momento de crise". 

João Doria iniciou nesta quinta-feira uma viagem oficial de três dias à Itália, com passagens por Milão e Veneza. Em entrevista exclusiva à Ansa na semana passada, o prefeito afirmou que o maior objetivo da visita era atrair investimentos estrangeiros, principalmente para o plano de privatizações.

Ataque aos governos petistas

Em uma palestra a cerca de 200 alunos da Universidade de Bocconi, uma das mais prestigiadas de Milão, o tucano atacou as gestões petistas e criticou duramente os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, que, para ele, "destruíram" o Brasil durante os 13 anos de governo do PT.

"Quando eu volto da Europa, quando vejo o que acontece com o Brasil, o desastre de 13 anos de governo do PT, com Lula e Dilma, que destruíram o país, destruíram o sonho dos jovens... Eu decidi sair da minha zona de conforto e lutar pelo meu país. Eu estou completamente comprometido com isso", disse.  "Vocês podem imaginar o que acontece no Norte e Nordeste do Brasil, nas áreas pobres do nosso país? Essa é a realidade", afirmou o tucano, que é cotado como um possível pré-candidato à Presidência em 2018. 

"Eu sei que agir sozinho não é o suficiente, mas eu quero ser um exemplo para meus filhos. Hoje eu posso olhar nos olhos das crianças e dizer que eu estou trabalhando para construir um país melhor, uma cidade melhor, para dar oportunidades. Esse é meu objetivo, o objetivo da minha vida", afirmou.

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