Reprovação de Doria triplica em 1 ano, atinge 39% e já é igual à de Haddad

Índice dos moradores que consideram a gestão do prefeito ruim ou péssima passou de 26% para 39% no fim de novembro

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Os números da pesquisa Datafolha, divulgada nesta terça-feira, são desastrosos para o prefeito de São Paulo João Doria (PSDB), que atingiu o mesmo nível de rejeição do antecessor Fernando Haddad (PT).

Segundo levantamento, o índice dos moradores que consideram a gestão de Doria ruim ou péssima passou de 26% para 39% no fim de novembro.

Quem considera regular, o númerou foi de 40% para 31%. Já ótimo ou bom, caiu de 32% para 29%. Não sabe ou não respondeu foi de 2% para 1%.

A pesquisa apontou, ainda, que 70% dos moradores consideram que o prefeito fez menos "do que se esperava", número que era de 64% em outubro. Outros 17% consideram que ele fez "o que se esperava", enquanto 10% declararam que Doria atuou acima das expectativas. 

Nas gestões anteriores, o primeiro ano de mandato de Gilberto Kassab (hoje no PSD) teve reprovação de 27%, enquanto o número foi de 23% na gestão José Serra (PSDB), de 34% na de Marta Suplicy (hoje no PMDB), de 42% na de Celso Pitta (PP) e de 41% na de Paulo Maluf (PP).

O levantamento foi feito com 1.085 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 28 e 30 de novembro na cidade de São Paulo,  com margem de erro de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Perfil

De acordo com o Datafolha, a reprovação de Doria é maior entre a população mais pobre (44%), feminina (44%), formada por pessoas entre 35 e 44 anos (44%) e com ensino médio completo (41%). Já a aprovação ao prefeito é maior entre os moradores de alta renda (45%), homens (32%), jovens entre 16 e 24% (32%) e com formação no ensino superior (33%).

Realizada entre os dias 28 e 30 de novembro, a pesquisa apontou ainda que 29% da população consideram a gestão de Doria ótima ou boa, enquanto 31% dos paulistanos a avaliam como regular e 1% não soube responder. Nos levantamentos anteriores, a reprovação do tucano começou em 10% (em fevereiro), dobrou para 20% (abril) aumentou para 22% (junho) e 26% (outubro) e, por fim, chegou a 39% no fim de novembro.

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