Karnal: houve exagero da PF na Carne Fraca

Notícia dá ideia de que toda carne brasileira é estragada, disse colunista

"A Operação Carne Fraca é excelente, mas houve um certo exagero por parte da Polícia Federal". A opinião é do professor, historiador e colunista do BandNews TV Leandro Karnal.

Segundo Karnal, a notícia "acaba dando a ideia de que toda a carne brasileira é estragada, o que não é verdade". Ele ressalta ainda que é preciso investigar, mas o "impacto emocional (causado pela operação) é muito maior do que os fatos".

Confira a lista de empresas citadas na Carne Fraca

Para o ex-ministro da Fazenda Delfim Netto, a PF deveria ter conduzido a Operação Carne Fraca “com muito mais cuidado”. Segundo ele, foi produzido um prejuízo para o produto brasileiro que só vai beneficiar outros países que exportam.

“Não avaliaram as consequências de um ato teatral como esse”, afirmou o colunista da Rádio Bandeirantes.

Para o jornalista Eduardo Oinegue, também colunista da RB, as irregularidades identificadas são sérias, mas “tudo indica que houve um grande exagero”.

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Segundo ele, o que o governo precisa fazer, e rapidamente, é deixar claro o tamanho do problema e mostrar resultados para evitar que isso se repita. Oinegue lembra que clima de insegurança sanitária gerado pela operação compromete toda a indústria.

É preciso ter cuidado na hora de acusar “pra não destruir a imagem de empresas exemplares”, disse o consultor Luís Paulo Rosenberg, colunista da rádio. “Marcas não podem ser manchadas porque um ou outro resolveu enriquecer precocemente”, disse.

Por outro lado, no entanto, operações como a Carne Fraca evidenciam que o modelo de relação entre Estado e o setor privado precisa mudar, afirma o economista.

A operação

A Operação Carne Fraca encontrou uma série de irregularidades na fabricação e comercialização de proteínas no Brasil, com investigação concentrada no Paraná, mas também com desdobramentos em outros Estados, como Goiás e Minas Gerais.

A operação apura o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura em esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos, incluindo grandes empresas como BRF e JBS.

De acordo com a Polícia Federal (PF), os frigoríficos envolvidos no esquema criminoso colocavam ácido ascórbico em carnes vencidas e as reembalavam para venda nos mercados interno e externo. 

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