Planalto desconfia que gravação de Joesley foi editada

Aliados vão enviar áudios a peritos e querem reforçar ideia de que grampo foi ilegal

O Planalto vai enviar para peritos a gravação da conversa entre o empresário Joesley Batista, da JBS, e o presidente Michel Temer. Aliados do governo desconfiam que o conteúdo foi editado. As informações são do Painel da Folha de S. Paulo desta sexta-feira.

Se for comprovada a existência de montagem nos áudios, o governo vai se apoiar na ideia de que Temer foi vítima de uma “conspiração”. O auxiliares do peemedebista ainda vão reforçar o discurso de que o grampo foi ilegal, já que foi feito sem autorização da Justiça.

Na conversa de quase 39 minutos, gravada no dia 7 de março, no Palácio do Jaburu, Temer dá aval para a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Operação Lava Jato.

No diálogo, Joesley diz ao peemedebista que estava pagando uma mesada a Cunha e a Lúcio Funaro, apontado como operador do ex-presidente da Câmara, também preso na Lava Jato, para que ambos ficassem em silêncio sobre irregularidades envolvendo aliados. "Tem que manter isso, viu?", diz Temer a Joesley.

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