IPTU de 70% dos imóveis de São Paulo deve sofrer reajuste

Segundo prefeitura, proprietários terão que pagar o imposto com aumento em torno de 3%

A prefeitura de São Paulo anunciou, nesta terça-feira (12), que não vai revisar a Planta Genérica de Valores, que serve de base de cálculo para o IPTU. Com isso, o reajuste no ano que vem será feito apenas pela inflação e cerca de 70% dos proprietários terão que pagar o imposto com aumento em torno de 3%.

Segundo o secretário da Fazenda, Caio Megale, a decisão foi tomada por vários motivos, entre eles, o cenário econômico.

O aumento para os outros 30% dos imóveis da capital em 2018 será maior que a média de 3% por causa da revisão do IPTU feita há 4 anos. De acordo com o prefeito João Doria, devido a essa revisão, alguns dos imóveis tiveram o imposto reajustado em 100%, mas foram criadas travas que distribuíram esse aumento para os outros anos, como 10% anuais para pessoas físicas e 15% para pessoa jurídica.

"Temos ainda um momento de transição da economia brasileira, uma transição boa, com perspectiva de terminarmos o ano um pouco melhor e para 2018 de crescimento em torno de 2,5%. Ainda assim, muito pouco para justificar aumento de impostos na maior cidade brasileira", disse Doria.

De acordo com a lei em vigor, a prefeitura deve rever a planta genérica a cada quatro anos para evitar defasagens com relação às mudanças do mercado imobiliário. Na época, a Câmara aprovou ajustes em toda a cidade de São Paulo, com redução na periferia e elevação em bairros centrais e mais nobres.

A decisão da prefeitura de não aumentar o IPTU terá que ser aprovada pela Câmara Municipal de São Paulo.

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