Governo Temer dará aumento no Bolsa Família em 2018, diz ministro

"Acabamos com a fila, aumentamos o valor do programa para o próximo ano em inflação e mais um pouco”, segundo Osmar Terra

O governo do presidente Michel Temer dará aumento real no benefício do programa Bolsa Família em 2018 - ano eleitoral -  disse nesta segunda-feira (13) o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra.

Ele lembrou que no ano passado houve um ajuste no valor do Bolsa Família depois de dois anos de congelamento, com inflação de 10% ao ano - o que praticamente comeu 25% do valor. A previsão, agora, é ajustar o valor do programa social acima da inflação, mas o percentual ainda está em discussão com as a área econômica do governo.

"Teve um anúncio de orçamento em 31 de agosto,  que foi feito sem a nova meta fiscal e sem ter visão clara de como ficaria a receita. Depois melhorou... e acredito que vamos ter orçamento maior do que ano passado", disse ele aos jornalistas após a cerimônia de lançamento do Programa Emergencial de Ações Sociais para o Estado do Rio de Janeiro e Municípios, numa unidade da Marinha do Brasil na Avenida Brasil, Zona Norte do Rio.

Ano eleitoral

"Acabamos com a fila que havia no programa, aumentamos o valor do Bolsa Família para o próximo ano em inflação e mais um pouco. Deve ser algo acima da inflação que vai ter lá pelo mês de março e abril. Terá um ganho real para repor parte da perda de 2014 e 2015", acrescentou.

O ministro ressaltou que o orçamento da pasta deve ficar em 91 bilhões de reais em 2018, ante mais de 80 bilhões de reais em 2017 - incluindo gastos com o INSS e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que está sob sua alçada. Osmar Terra minimizou o fato de o ajuste no programa social ocorrer em pleno ano eleitoral para escolha de presidente, governadores, deputados e senadores.

"Pode dar reajuste. Sempre foi dado. Inclusive, os maiores reajustes do Bolsa Família foram dados no governo anterior, era tudo em ano eleitoral. Temos que dar reajuste e temos que ter caixa para isso", frisou. 

Auxilio indevido

Somente neste ano, a economia foi de R$ 5 bilhões. "Até o fim do ano que vem, vão ser R$ 19 bilhões, numa população de 1,7 milhão de pessoas que estavam recebendo auxílio-doença indevidamente há mais de dois anos", disse Terra.

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