‘Ser a única mulher é uma pressão’, diz Katleen

Para a participante, falta de representação feminina reflete realidade da profissão de cozinheiro

Vinícius de Melo

Entretenimento

Depois da eliminação de Sabrina Kanai e Vanessa Vagnotti, a cozinheira Katleen Lacerda é a única mulher que continua na competição do MasterChef – A Revanche. Em entrevista ao Portal da Band, ela falou sobre o duelo contra Fabio Nunes e a pressão que é carregar a representatividade feminina sozinha.

"Duelos nunca são fáceis, mas a gente sabe que nesta temporada os duelos são inevitáveis. Minha única preocupação na prova era entregar um prato bom. Se fosse para ser eliminada, que fosse cozinhando muito bem. Então, comecei a buscar referências do que eu já tinha feito e do que eu já tinha comido. Já comi vários pratos asiáticos. Comi bentô de frango, comi tonkatsu, katsu sando – que é um sanduíche de carne de porco. Então, eu já tinha referências. Já tinha comido arroz japonês, poke com barriga de porco. Então fui buscando ali minhas referências para tentar montar um prato bonito e saboroso", relembrou.

A cozinheira relatou que uma das dificuldades da prova era sofisticar o prato. "Tinha muita louça bonita e os bentôs que eu comi foram em restaurantes bem simples. Em São Paulo, a gente tem a oportunidade de comer comida coreana, japonesa, feita por orientais de verdade. Geralmente em restaurante bem tradicionais, em que as coisas são mais rústicas. Eu nunca tinha comido um bentô de chef e elevar esses sabores tradicionais que eu conhecia a nível de um prato MasterChef era o maior desafio", disse.

Apesar do dedo queimado, Katleen cozinhou com maestria e encantou os jurados Henrique Fogaça, Paola Carosella e Erick Jacquin. "Isso me deu um pouco mais de confiança, porque entregar a terrine da forma que eu entreguei, deixou a minha confiança bem abalada. Fez eu me questionar: 'O que eu estou fazendo aqui? Estou fazendo certo? Esse é o meu caminho?'. E os chefs terem dito que meu bentô era uma comida feita por alguém que realmente sabe o que está fazendo me dá um pouco mais de segurança – não só nas próximas etapas, mas na vida", afirmou.

"Eu não tenho dúvidas de que a cozinha é o meu lugar. Porém, ser a única mulher da competição é uma pressão a mais. Querendo ou não, essa é um pouco da realidade das cozinhas profissionais, que é um ambiente bem machista. A gente ainda carrega essa ideia de que a figura da mulher, quando se trata de cozinha, é da mãe que cozinha para os filhos. Não é da chef que está ali para mandar, para cozinhar, então é sempre uma imagem romantizada da mulher dentro da cozinha. Então, tenho que cozinhar bem para mostrar que a mulher também está aqui para ser tão chef quanto qualquer homem", finalizou.

O MasterChef – A Revanche é um formato da Endemol Shine Group, produzido pela Endemol Shine Brasil em uma co-produção com a Band e o Discovery Home & Health. O programa vai ao ar todas às terças-feiras, às 22h45, na tela da Band (com transmissão simultânea no aplicativo da emissora para dispositivos móveis). A atração também vai ao ar às sextas-feiras, às 20h30, no Discovery Home & Health.

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