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Atualizado em terça-feira, 31 de outubro de 2017 - 09h34

Nova sede da Uemg pronta só em 2018

Atrasos e paralisações. Iniciadas há três anos, obras na Praça da Liberdade seguem a passos lentos

Durante a reestruturação dos edifícios que compõem o Circuito Cultural da Praça da Liberdade, o governo do Estado decidiu dar um fim interessante para o antigo prédio do Ipsemg (Instituto de Previdência dos Servidores do Estado): utilizá-lo como nova sede da Escola de Design da Uemg (Universidade do Estado de Minas Gerais). A reforma do edifício foi iniciada em 2014 e hoje, mais de um ano após previsão inicial de conclusão, as obras seguem a passos lentos e longe de chegar ao fim.

 

A promessa do governo com a mudança é oferecer melhor infraestrutura para os quase mil alunos da instituição, agregando mais laboratórios, oficinas e salas de aula. Com a expansão, a universidade também pretende passar a ofertar a graduação em Design de Moda, além de cursos livres nas áreas de cenografia, design de jóias, figurinos e museologia.

 

Histórico

Em 2011, o governo concedeu uma licitação para a instalação de hotel na antiga sede do Ipsemg. Na época, a concessão foi dada em um momento de reestruturação do setor hoteleiro na capital para a Copa do Mundo. No ano seguinte, a licitação foi revogada; o governo alegou que, após estudos, concluiu-se que a oferta de hotéis já havia crescido de forma expressiva. 

 

Na época, liderado pelo atual senador Antonio Anastasia (PSDB), o Executivo decidiu, então, transferir a Escola de Design da Uemg para o local. As obras de restauração do imóvel, que é tombado pelo patrimônio histórico, foram orçadas em R$ 30 mi, sendo iniciadas em fevereiro de 2014, com previsão de conclusão para o início de 2016.

 

Desenrolar

Em novembro de 2014, as intervenções no local foram interrompidas depois que o vice Alberto Pinto Coelho (PP) assumiu. Em dezembro do ano seguinte, a gestão Pimentel (PT) retomou as reformas e justificou a demora pela “falta de disponibilidade orçamentária”.  

 

Inicialmente, o prazo de entrega do prédio foi prorrogado para o final de 2017; agora, a previsão passou para o segundo semestre de 2018. Até o momento, segundo o governo, apenas 37% das obras já foram concluídas.

 

É um ritmo relativamente normal para as circunstâncias de um Estado apertado de recursos. As obras sofreram atraso, também, por questão de avaliação de orçamentos. Itens caros que precisavam ser instalados, processos lentos, presos à decisões contratuais”, argumenta Alonso Lamy, professor da Uemg.

 

Até o momento, o investimento total previsto pelo governo é R$ 29,54 milhões, além dos reajustes contratuais legais, totalizando algo próximo da casa dos R$ 40 milhões.

 

Reivindicação antiga de alunos

A mudança de sede é uma reivindicação antiga dos alunos da Escola de Design. “O prédio atual, além de não ter sido projetado para receber uma escola, não tem manutenção há muito tempo. Temos muitos problemas. Por isso, ficamos com expectativas altíssimas quando anunciaram a mudança”, destaca a aluna Izabela Pinho, presidente do DA (Diretório Acadêmico) da Escola de Design. 

 

Em agosto, os alunos membros do DA visitaram as obras da futura sede. As impressões, entretanto, não foram as melhores. “Lá falta tudo: piso, parede, janelas, portas. O reitor afirma que nos mudamos no final do primeiro semestre de 2018, mas, na visita, o engenheiro disse que não fica pronto antes de outubro”, completa Pinho.

 

O representante da Uemg, o professor Alonso Lamy, reitera que a obra está em pleno funcionamento e que a ideia é que as instalações comecem a ser utilizadas no segundo semestre de 2018.