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Atualizado em terça-feira, 9 de janeiro de 2018 - 13h07

Material escolar deve subir quase 3 vezes a inflação

Associação do setor projeta alta de até 8% neste ano. Produtos importados terão reajustes maiores devido ao câmbio

Os pais devem enfrentar neste ano aumentos entre 5% e 8% nos preços do material escolar. A projeção é da Abfiae (Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares), que atribui a alta a reajustes de matérias-primas, como plástico, papel e tintas, ajustes de mão de obra e variação cambial.

 

O aumento de 8% representa 2,88 vezes a inflação de 2017. Economistas estimam que o IPCA tenha fechado o ano passado em alta de 2,78%.

 

Ricardo Carrijo, diretor de relações institucionais da Abfiae, afirma que os produtos importados devem ter reajustes maiores em função de variações recentes do câmbio. “O dólar se fortaleceu nos últimos meses e isto causa impacto no preço final dos produtos importados, em especial mochilas e estojos”, diz.

 

Carrijo aconselha os pais a anteciparem as compras e pesquisarem preços. Segundo ele, como o mercado de papelarias é bastante pulverizado, existe ainda uma grande possibilidade de encontrar boas ofertas.

 

“O consumidor deve fazer uma lista do que precisa comprar para não se render a impulsos. Também é recomendável juntar todo o material escolar do ano anterior e ver a possibilidade de reutilizá-lo”, orienta Ricardo Teixeira, especialista em gestão financeira e professor da FGV (Fundação Getulio Vargas).

 

Uma dica é conversar com outros pais para trocar livros didáticos e fazer compras em conjunto para conseguir preços menores. “Outra opção é a internet. É possível buscar materiais e livros usados em excelente estado que, muitas vezes, custam a metade do preço. Comprar no atacado também pode render bons negócios”, ressalta.

 

Teixeira aconselha também tentar comprar à vista e pedir desconto. Se tiver que pagar a prazo, o consumidor deve observar se as parcelas caberão no orçamento.

 

“O ideal é conversar com os filhos antes de sair às compras, explicando a situação em que a família se encontra e quanto poderão gastar com os materiais. Caso contrário, é melhor não ir às compras com as crianças.”