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Atualizado em terça-feira, 20 de outubro de 2015 - 10h37

Volta da ponte aérea na Pampulha gera impasse

Vereadores pediram que o Estado elabore um estudo de viabilidade técnica para que voos com aeronaves maiores sejam liberados
Aeroporto da Pampulha está 57% ocioso  / Divulgação Aeroporto da Pampulha está 57% ocioso Divulgação

O retorno de voos regulares para Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília partindo do Aeroporto da Pampulha foi debatido ontem pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Transporte e Sistema Viário da Câmara Municipal de Belo Horizonte. O grupo sugeriu ao governo do Estado a elaboração de um estudo de viabilidade técnica para que os voos sejam retomados. 

 

Desde 2007, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) proibiu pousos e decolagens de aeronaves comerciais com mais de 70 assentos, mas a medida deve ser reavaliada até o fim deste ano para atender aos anseios da prefeitura de Belo Horizonte e do governo do Estado de aumentar o fluxo de passageiros no terminal da Pampulha, que fechou 2014 operando apenas com 43% de sua capacidade total. As companhias aéreas também são a favor da retomada de voos para as grandes capitais partindo da Pampulha, mas a iniciativa enfrenta a resistência dos moradores do entorno do aeroporto, que temem pela insegurança, além do aumento da poluição sonora e do trânsito na região. 

 

Para Carlos Conrado Pinto Coelho, membro da Associação Pro-Civitas de Moradores dos Bairros São José e São Luiz, a retomada de aeronaves de grande porte na Pampulha seria inviável. “Passageiros desavisados insistem em querer trocar as facilidades de Confins, pouco mais de 30 minutos no tráfego, por um aeroporto velho, inadequado e ultrapassado”, defende Coelho, que é piloto de avião e também questiona a segurança do aeroporto. “O pátio só comporta seis aeronaves de maior porte, a pista de pouso é única e as pistas de rolagem são estreitas e não alcançam as duas cabeceiras”. 

 

Por outro lado, a campanha pela volta dos voos diretos vem ganhando força nas redes sociais. Na fanpage “Aeroporto da Pampulha - Liberação da ponte aérea JÁ”, no Facebook, um grupo de usuários lista vários motivos para que a medida seja aprovada. Segundo o grupo, em muitos casos gasta-se mais tempo no trajeto até Confins do que dentro do avião. Além disso, a quem tenha que pagar mais caro pelo táxi até o terminal do que pela passagem aérea.