Cresce a segurança individualizada de apartamentos

Medo faz brasileiros buscarem novidades no mercado de segurança particular

Os brasileiros estão cada vez com mais medo. Arrastões em prédios e condomínios acontecem todos os dias e os bandidos já conseguem burlar a segurança desses locais. Por isso, novas maneiras de se proteger começam a surgir no mercado e um segmento que vem crescendo bastante é o da segurança particular, aquela especificamente para uma casa ou apartamento.

Esses aparelhos independem da ação de funcionários dos condomínios e já são comuns na Europa e Estados Unidos. “O perfil de proteção de condomínios está mudando. Antes se protegia apenas o prédio, hoje as pessoas procuram uma proteção individualizada. Isso já existe em países de primeiro mundo e a tendência é que por aqui se siga essa linha também”, comenta Marcelo Lancellotti, fundador da WL Segurança Eletrônica e especialista em segurança.

Entre os produtos que vem ganhando destaque no mercado brasileiro estão o botão do pânico e os alarmes. O primeiro pode ser fixo ou móvel e basta o usuário acioná-lo que um sinal silencioso é enviado à empresa de segurança, ao condomínio e às autoridades. Ele também pode ser usado em caso de emergências médicas.

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Já os alarmes evitam a entrada de bandidos ou até mesmo funcionários mal intencionados quando o apartamento estiver vazio. Com esse serviço, as empresas também oferecem um relatório mensal com os horários de abertura e fechamento dos alarmes e identificam cada empregado com um código. Lancellotti explica que esses meios se tornaram mais viáveis por serem alugados. “A pessoa paga apenas pela prestação de serviço”, diz ele.

De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, só neste ano já foram registradas 241.311 ocorrências contra o patrimônio. Em 2012 foram 465.342 crimes desse tipo. Segundo Lancellotti há uma explicação para isso. “Antigamente se guardava mais valores, como joias, em bancos, mas isso não ocorre mais. As pessoas têm seus valores em casa”, explica ele.

Todos esses números só colaboram para que o mercado de segurança cresça em torno de 30 a 35% ao ano, segundo a Abese (Associção Brasileira de Empresas de Segurança Eletrônica). “É um mercado em franca expansão e a proteção individualizada de apartamentos deve ser a tendência para os próximos anos”, conclui Lancellotti. 

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