SP: 12 garagens de ônibus estão fechadas

Cinco viações de São Paulo e duas da região metropolitana não estão com seus ônibus em circulação

Pelo menos 12 garagens de cinco viações em São Paulo e duas na região metropolitana estão fechadas. A SPTrans, empresa que gerencia o transporte público na capital paulista, atualizou a lista das empresas cujos ônibus não estão circulando neste momento: Sambaíba, ViaSul, VIP (Garagem M’Boi Mirim), Santa Brígida e Gato Preto. Na Grande São Paulo, as companhias Pirajussara, na região de Embu, e Viação Osasco, que atende a região de Osasco, também estão paradas.

Os Terminais da Lapa e Princesa Isabel estão fechados. Já no Terminal Pinheiros, na zona oeste, apenas três empresas estão operando: Consórcio Sete, Consórcio Plus e Transpass. O Terminal Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte, recebe apenas lotações, assim como o Pirituba. Telespectadores do Café com Jornal também relatam problemas no Terminal Santana. O Terminal Amaral Gurgel é outro com complicações, assim como o de Osasco, onde rodoviários bloqueiam a saída de veículos, segundo ouvintes da BandNews FM.

Apesar da greve, a CET informou nesta quarta que o rodízio de veículos está mantido em São Paulo.

Ao Café com Jornal, um trabalhador contou o drama que enfrenta com a paralisação. Acompanhe:

Paralisação prejudica paulistanos:

Passageiros não conseguem embarcar na Rebouças:

Guerrilha

Ontem, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, defendeu o transporte público de São Paulo e comparou a paralisação de motoristas e cobradores a uma guerrilha. “A minoria está fazendo um tipo de guerrilha inadmissível na cidade. Como é que você entra em um ônibus, manda o passageiro descer, o motorista não concorda com a sua tese e você também manda ele descer, coloca o ônibus na transversal, na rua, e joga a chave fora?”

Em entrevista ao Brasil Urgente, Haddad disse que a greve é um absurdo. “Houve uma assembleia aprovando o acordo nesta segunda-feira. O que houve hoje é que uma minoria simplesmente agiu na cidade de uma forma que nunca vi agir”.



Ele também defendeu as ações que teve desde que entrou no cargo no setor dos transportes. “Herdei uma situação muito ruim do transporte e mudei muito em um ano e meio. Hoje, nas faixas exclusivas, o ônibus anda 50% mais rápido do que antes”.

“Tem muita coisa para fazer ainda, mas o que foi feito em um ano, não foi feito em dez”, completou.

Veja, abaixo, imagens da paralisação de terça: 

Boris: "greve foi ato criminoso"


Funcionários querem reajuste de 15%
A reivindicação dos funcionários é de pelo menos 15% de reajuste salarial e R$ 5 de alta no vale refeição, além de plano de saúde e cesta básica melhores. A proposta de 10% de aumento e mais R$ 2 no vale, feita pelas empresas, não agradou a categoria.

Um cobrador da própria companhia mandou mensagem para a SulAmérica Trânsito e informou: "estamos reivindicando os nossos direitos". 

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