Políticos são investigados no assassinado de Marielle Franco, diz revista

De acordo com publicação, os três parlamentares foram presos acusados de desviar recursos em contratos do transporte público

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga o envolvimento de três parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) nos assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, em 14 de março. Os deputados seriam Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo, todos do MDB. S informações foram divulgadas pela revista Veja.

Os três foram presos no ano passado durante a Operação Cadeia Velha, acusados de desviar recursos em contratos do transporte público carioca. Picciani cumpre prisão domiciliar, enquanto Albertassi e Paulo Melo estão no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira (Bangu 8), no Complexo de Gericinó, zona oeste do Rio.

A revista ainda procurou o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ). "É assustador, mas não posso eliminar nenhuma possibilidade." Freixo lembrou ao telejornal RJTV, da TV Globo, ter entrado com ação na Justiça em 2017 para barrar a indicação de Edson Albertassi para uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado (TCE). O parlamentar teria acabado preso dias depois. A ação seria o motivo para o crime.

Segundo o veículo citado, essa linha de investigação teria sido iniciada em 14 de junho, durante reunião de Marcelo Freixo, procuradores do Ministério Público Federal e os delegados Fábio Cardoso, diretor da Divisão de Homicídios, e Giniton Lages, encarregado das investigações.

A reportagem tentou contato com Freixo na quinta-feira, 9, mas não obteve resposta. Segundo a Polícia Civil, o caso corre sob sigilo. Conforme nota da assessoria de Albertassi, acusação é "fantasiosa". A defesa de Picciani não se posicionou e a de Paulo Melo não foi encontrada. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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