Defesa Civil contabilizou 50 mortos em Brumadinho, diz prefeito

O Corpo de Bombeiros trabalha com a possibilidade de que há 200 desaparecidos na tragédia

O prefeito de Brumadinho disse que recebeu informações da Defesa Civil contabilizando 50 mortos após o rompimento da barragem da Vale. Em contato com a reportagem da BandNews FM, Avimar de Melo Barcelos (PV), conhecido como Nenen da Asa, disse que está na Bahia e só conseguirá chegar na cidade neste sábado, 26.

O Corpo de Bombeiros trabalha com a possibilidade de que há 200 desaparecidos nesta tragédia. A corporação conseguiu resgatar quatro pessoas com vida, que foram levadas para hospitais de Belo Horizonte.

O prefeito disse ainda que uma catástrofe como essa não era esperada, já que a Vale, responsável pela barragem que rompeu, nunca alertou a prefeitura sobre qualquer problema estrutural.

Avimar afirmou que ainda que não se sabe se a responsabilidade pelo rompimento é exclusiva da Vale ou dos engenheiros ambientais que fizeram as últimas avaliações no local, e que todos serão cobrados.

De acordo com ele, não há risco de que a lama e os rejeitos cheguem ao Instituto Inhotim, mas duas comunidades estão ameaçadas: Córrego do Feijão e Parque da Cachoeira, que ficam mais próximas da sede da Vale e devem ter mais vítimas e desabrigados.

Entenda
A barragem da Vale rompeu nesta sexta-feira, 25, na comunidade Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Grande Belo Horizonte. Segundo relato de moradores, várias construções foram 'engolidas' pela lama, entre elas uma pousada e um restaurante que foram fortemente atingidos pela avalanche formada por rejeitos de minérios.

O presidente Jair Bolsonaro pretende visitar a região neste sábado, 26. Nas redes sociais, ele lamentou o ocorrido e informou que determinou o deslocamento dos ministros do Desenvolvimento Regional (Gustavo Canuto), de Minas e Energia (Bento Albuquerque) e do secretário nacional de Defesa Civil, Alexandre Lucas Alves.

Segundo informações da Vale, a barragem Córrego do Feijão tem capacidade para 12,7 milhões de metros cúbicos. Em comparação com a barragem de Fundão, em Mariana, são 62 milhões de metros cúbicos. A tragédia da Samarco em Mariana ocorreu em 2015 e deixou 19 mortos.

Veja a região antes e depois da tragédia:

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